Donald Trump exigiu que o Brasil permitisse a candidatura de "dissidentes políticos" nas eleições de 2026. A exigência constava em um documento enviado ao Itamaraty com condições para revisar o tarifaço a produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. As informações foram reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fontes do Itamaraty não confirmaram se o governo norte-americano especificou quem seriam os "dissidentes políticos". No entanto, em uma carta enviada a Lula no ano passado, Trump acusou o Brasil de promover uma "caça às bruxas" e mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em março deste ano, o senador e então pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), discursou na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), no Texas, onde pediu que os Estados Unidos exerçam “pressão diplomática” sobre o processo eleitoral brasileiro de 2026. Em um evento que não contou com a presença de Donald Trump, o parlamentar brasileiro buscou apoio internacional para o que descreveu como uma perseguição política no Brasil, visando seu pai e aliados.

Considerando Jair Bolsonaro e aliados, veja algumas pessoas que podem ser os “dissidentes de Trump”.

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Jair Bolsonaro

Diferente de estar apenas inelegível, o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre uma sentença de 27 anos de prisão. A condenação, proferida em 2025, foi por tentativa de golpe de Estado, relacionada aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A pena o impede de concorrer a qualquer cargo público.

Outras figuras do bolsonarismo

Embora não citados diretamente no discurso, a fala de Flávio Bolsonaro remete à situação de outros aliados que enfrentam problemas com a Justiça, frequentemente mencionados como exemplos de perseguição pela base bolsonarista.

Eduardo Bolsonaro: o filho "03" de Bolsonaro está inelegível por 12 anos e impedido de disputar cargos políticos após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele está exilado, voluntariamente, nos EUA desde fevereiro de 2025 e se recusa a voltar ao Brasil por causa de ordens de prisão pendentes.

Daniel Silveira: O ex-deputado federal foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a oito anos e nove meses de prisão por ataques e ameaças a ministros da Corte e às instituições democráticas. Um indulto presidencial concedido por Bolsonaro foi posteriormente anulado pelo próprio STF, e ele cumpre pena.

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Allan dos Santos: O blogueiro é considerado foragido da Justiça brasileira e vive nos Estados Unidos. Ele teve a prisão preventiva decretada pelo STF no âmbito do inquérito que investiga a organização de milícias digitais e a disseminação de notícias falsas.

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