Gabriel Azevedo (MDB), candidato ao governo de Minas Gerais, voltou a ser o único candidato a comparecer a um debate para o qual os concorrentes haviam sido convidados. O encontro foi promovido pelas rádios Jovem Pan News e 89 Maravilha nesta manhã (14/9).
É a segunda vez durante a campanha que o emedebista participa sozinho de um encontro originalmente organizado para confrontar os candidatos. A primeira ocorreu na TV Horizonte, quando, diante das ausências, a emissora transformou o debate em uma sabatina.
A 20 dias da eleição, Gabriel afirmou que aceitou todos os cinco convites para debates realizados até agora e antecipou que estará presente nos outros quatro previstos até o primeiro turno, em 4 de outubro.
“Eu vim debater. Pela segunda vez, só eu apareci. Aceitei os cinco convites e topei participar de todos os debates propostos até agora. Ainda há quatro debates previstos até a eleição. Estarei em todos. Eu respeito vocês. E quem não vem?”, questionou.
O candidato afirmou que participar dos debates não deve ser tratado como uma conveniência de campanha, especialmente na reta final da disputa. “Faltam 20 dias para a eleição de governador em Minas Gerais. Não basta aparecer na propaganda. É preciso aparecer para responder.”
Gabriel dirigiu uma cobrança específica a Patrus Ananias (PT), citando a trajetória do adversário e questionando os motivos das ausências.
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“Patrus, com respeito à sua trajetória: por que você não comparece? Existe algum impedimento? Quem merece essa resposta não sou eu. São os eleitores, a imprensa e a própria militância. A equipe pode aconselhar. A decisão e a responsabilidade são do candidato. Se existe uma razão para não participar, explique a quem você está pedindo o voto.”
Oportunidade para se destacar
O emedebista evitou, porém, concentrar a manifestação apenas nas críticas aos adversários. Gabriel afirmou que pretende usar os debates para apresentar propostas e permitir que o eleitor compare os candidatos antes de escolher o próximo governador.
“Você quer atendimento quando precisa, escola que ensine e segurança para sua família. É disso que esta eleição precisa tratar”, disse.
Durante sabatina promovida pelo Estado de Minas e pela TV Alterosa, na sexta-feira (11/9), o candidato também abordou suas estratégias para crescer nas pesquisas. Segundo o Datafolha, divulgado no mesmo dia, Gabriel está com 4% das intenções de voto.
"Eu posso até perder eleição, mas não perco o princípio. Eu posso até não me dar bem num pleito, mas vou conseguir sempre olhar para minha família, para meus amigos com o mesmo olhar de sempre. Não vou me ridicularizar. E, uma hora, a bola entra no gol", disse o candidato, que aposta nos debates para conquistar o eleitor e se tornar mais conhecido.
Na ocasião, Gabriel afirmou esperar que os adversários participem dos próximos encontros. "A gente ainda tem pelo menos uns cinco debates até o final do processo e espero que (os adversários) não fujam. E tudo pode acontecer quando o eleitor se conectar ao processo eleitoral", defendeu no momento.
Diante do episódio, Gabriel aproveitou para destacar como prioridades de seu plano a aprendizagem na educação, a integração das forças de segurança e a organização regional da saúde. Também defendeu que os candidatos expliquem não apenas o que pretendem fazer, mas como as propostas serão financiadas e implementadas e quais resultados esperam alcançar.
“Meu convite é simples: faça perguntas, leia as propostas e observe as atitudes. Não precisa brigar com ninguém. Converse com as pessoas em quem você confia e permita-se conhecer uma alternativa antes de decidir.”
O candidato também procurou falar diretamente ao eleitor desanimado com a política e rejeitou a ideia de que a disputa pelo Palácio Tiradentes deva funcionar apenas como uma extensão da eleição presidencial.
“Estar decepcionado não significa que todas as escolhas sejam iguais. A campanha passa. O governo fica por quatro anos. E você continua vivendo as consequências dessa escolha. Da sua escolha.”
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Gabriel encerrou defendendo a autonomia do eleitor diante de partidos, estratégias eleitorais e disputas nacionais. “Liberdade não pode ser só uma palavra na bandeira. Seu voto não pertence a candidato, marqueteiro ou partido. Também não é apenas uma extensão da disputa pela Presidência da República. Minas Gerais precisa de um governador comprometido com os problemas de quem vive aqui, não de uma candidatura que se limite a pedir votos para outra eleição.”
