Os onze candidatos ao governo de Minas Gerais já declararam mais de R$ 48 milhões em receitas na campanha eleitoral deste ano. Desse total, pelo menos R$ 26,8 milhões foram registrados como despesas até 8 de setembro, segundo os dados da prestação de contas parcial disponibilizados pela Justiça Eleitoral.
Essa é a primeira prestação de contas parcial da campanha, que determina o envio dos dados para o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) até o fim da noite de ontem.
O maior volume de recursos arrecadados e também de gastos declarados é do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). Ele declarou R$ 14 milhões em receitas e R$ 12,8 milhões em despesas, uma diferença de aproximadamente R$ 1,2 milhão entre o que arrecadou e o que gastou. Entre os candidatos que informaram despesas até o fechamento desta edição, ele também lidera com ampla vantagem. Do total desembolsado, 82,90% foram destinados a serviços prestados por terceiros, especialmente na área de comunicação.
Na segunda posição aparece o empresário Flávio Roscoe (PL), com R$ 10,9 milhões recebidos.
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A prestação de contas parcial utilizada neste levantamento, porém, não apresenta o valor das despesas, o que impede calcular, por enquanto, a diferença entre receitas e gastos da campanha. O governador Mateus Simões (PSD), que disputa a reeleição, declarou R$ 10,3 milhões em receitas e R$ 7,5 milhões em despesas. A maior parte desses gastos é de serviços prestados por terceiros, especialmente na área de comunicação, que representam 21,23% das despesas declaradas.
O deputado federal Patrus Ananias (PT) aparece em seguida, com R$ 8,3 milhões arrecadados e R$ 5,8 milhões gastos. A principal despesa da campanha até agora é com a produção de programas de rádio e televisão, e que representa 28,8% do total desembolsado até agora.
O candidato Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, declarou R$ 3,4 milhões em receitas.
LIDERANÇA
Líder na corrida pelo governo do estado, segundo as pesquisas de intenção de voto, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) declarou R$ 620,6 mil em receitas e R$ 608,4 mil em despesas, uma diferença pequena entre o dinheiro arrecadado e o valor já informado com despesas. Mais da metade, 52,48%, foi destinada à publicidade por adesivos.
Ben Mendes (Missão) recebeu R$ 120 mil e declarou R$ 52,6 mil em despesas. O candidato declarou que, até agora, o maior gasto, equivalente a 44,12% do total, foi com locação ou cessão de imóveis.
O candidato do PSTU, Rafael Duda, declarou ter arrecadado R$ 153,5 mil e já gastou R$ 60,5 mil, a maior parte com assessoria jurídica.
Candidata da UP, Indira Xavier apresentou R$ 27,9 mil em receitas e R$ 9,1 mil em despesas. A alimentação representa 96,5% dos gastos informados pela campanha.Professor Túlio Lopes (PCB) declarou R$ 8,1 mil em receitas e R$ 7,5 mil em despesas. A maior parte dos gastos, 44,3%, foi destinada a serviços prestados por terceiros, especialmente na produção e edição de vídeos.
Henrique Áreas (PCO) não declarou receitas e nem despesas no período considerado na prestação de contas parcial.
Informação Obrigatória
A prestação de contas parcial é obrigatória para partidos e candidatos mesmo que não tenham movimentado recursos. Entre 9 e 13 de setembro, as campanhas devem encaminhar a prestação de contas parcial, registrando as receitas e despesas, inclusive os recursos estimáveis em dinheiro, recebidos ou utilizados desde o início da disputa eleitoral até o último dia 8 de setembro.As informações ficam disponíveis para consulta pública no DivulgaCandContas, sistema da Justiça Eleitoral.
Nele, o eleitor pode verificar receitas, despesas, doadores, fornecedores e documentos relacionados à movimentação financeira das campanhas não só para governador, mas também para os cargos de senador, deputado e presidente.Uma nova prestação de contas deve ser feita entre 5 de outubro e 3 de novembro. Em caso de segundo turno, o prazo para envio das informações será de 26 de outubro a 14 de novembro. Os valores apresentados podem ser atualizados à medida que as campanhas incluam novas informações ou façam correções nos dados enviados à Justiça Eleitoral.
RECEITAS E DESPESAS DOS CANDIDATOS
ALEXANDRE KALIL (PDT)
Receita: R$ 14 milhões
Despesa: R$ 12,8 milhões
Maior despesa: Serviços prestados por terceiros, especialmente na área de comunicação 82,90% dos gastos
BEN MENDES (Missão)
Receita: R$ 120 mil
Despesa: R$ 52,6 mil
Maior despesa: Locação/Cessão de imóveis 44,12%
CLETINHO AZEVEDO (Republicanos)
Receita R$ 620,6 mil
Despesa R$ 608,4 mil
Maior despesa Publicidade por adesivos 52,48%
FLÁVIO ROSCOE (PL)
Receita R$ 10,9 milhões
Despesa (Não apresentou)
GABRIEL AZEVEDO (MDB)
Receita 3,4 milhões
Despesa (Não apresentou)
HENRIQUE ÁREAS (PCO)
(Não declarou nenhuma receita)
INDIRA XAVIER (UP)
Receita: R$ 27,9 mil
Despesa: 9,1 mil
Principal despesa: Alimentação 96,5%
MATEUS SIMÕES (PSD)
Receita: R$ 10,3 milhões
Despesa: R$ 7,5 milhões
Principal: despesa Serviços prestados por terceiros, especialmente na área de comunicação 21,23%
PATRUS ANANIAS (PT)
Receita: R$ 8,3 milhões
Despesa: R$ 5,8 milhões
Principal despesa: Produção de programas de rádios e TV 28,8% dos gastos
PROFESSOR TÚLIO LOPES (PCB)
Receita: R$ 8,1 mil
Despesas: R$ 7,5 mil
Principal despesa Serviços prestados por terceiros, especialmente na produção e edição de vídeos com 44,3% dos gasto
RAFAEL DUDA (PSTU)
Receita: R$ 153 ,2 mil
Despesa: R$ 60,5 mil
Principal despesa: Serviços advocatícios, responsável por 57,85% dos gastos
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Fonte: Divulcand/TSE
