Uma declaração do presidente Lula durante um evento em Belo Horizonte, no último sábado (29/8), gerou forte repercussão nas redes sociais. O motivo foi um trecho de seu discurso sobre garis, que foi compartilhado por adversários políticos para criticá-lo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi um dos que publicou o vídeo editado, acusando o petista de desrespeitar a categoria. Nas publicações, o trecho destacado do discurso de Lula é o seguinte: “Eu, quando eu passo na rua e eu vejo aquelas pessoas que trabalham colhendo lixo, é uma profissão muito pobre, porque não é uma profissão que dá orgulho: ‘Eu sou lixeiro’. O cara tem orgulho de falar: ‘Eu sou engenheiro’, ‘eu sou médico’. Mas lixeiro é uma coisa pobre de quem não pôde estudar”.

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Em resposta, Flávio afirmou que Lula “teve a vergonhosa capacidade de humilhar os garis”. Ele completou: “Lula, pobre não é o trabalho de quem acorda cedo, pega sol, chuva, enfrenta a madrugada para sustentar a sua família. Pobre é seu pensamento, Lula. Não existe profissão de pobre. Existe trabalho honesto. E trabalho honesto é, sim, motivo de orgulho”.

O senador também mencionou o filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva. “Os nossos garis podem voltar para casa cansados, suados, com as mãos calejadas de tanto trabalhar, mas voltam com a cabeça erguida, porque estão levando dignidade para as suas famílias. Não porque colocaram no bolso R$ 300 mil roubados dos aposentados, como o Lulinha é acusado de receber de propina do Careca do INSS. Entendeu a diferença, pai do Lulinha?”, disse Flávio.

O que você achou da fala do pai do Lulinha?

O Brasil vai vencer! Vote 2??2??????????#Bolsonaro #FlavioBolsonaro #Vote22 #OBrasilVaiVencer pic.twitter.com/xKnxwYVwQx

— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) August 30, 2026 " target="_blank">

O contexto da declaração

As publicações que criticam o presidente, no entanto, não exibem a continuação do discurso. No trecho seguinte, Lula argumenta sobre a importância do trabalho dos garis e de outras profissões consideradas mais simples, destacando a invisibilidade social que enfrentam.

A fala completa é: “Eu fico pensando se aquelas pessoas que fazem a limpeza na rua soubessem a importância do trabalho deles. Que se eles não tirarem lixo durante uma semana, as pessoas que não enxergam ele durante o dia inteiro vão passar a enxergar. A gente começa a mudar, porque o pobre é tratado como se fosse invisível. As pessoas não enxergam a maioria dos pobres”.

Na sequência, o petista defende que o acesso à educação é fundamental para a melhoria da qualidade de vida, pois “melhora o emprego, melhora o salário e melhora a relação da gente com a sociedade”.

Ele conclui afirmando que o Estado deve garantir igualdade de oportunidades. “É o Estado que tem que garantir que a filha de uma empregada doméstica possa disputar a mesma vaga na universidade que a filha da sua patroa, que um trabalhador de fábrica possa disputar a mesma vaga”, disse. “É na educação que a gente garante a oportunidade para as pessoas.”

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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