Zema quer rever juros cobrados sobre a dívida de Minas
Por decisão do STF, ele não pagou as parcelas da dívida e viu o valor quase dobrar devido à incidência de juros
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O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) disse neste domingo (20/9) que pretende rever os “juros extorsivos” cobrados sobre a dívida de Minas Gerais, se for eleito presidente da República.
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O candidato esteve em Belo Horizonte e visitou a Feira Hippie, no Centro da capital, onde conversou com a imprensa. Questionado sobre propostas de candidatos ao governo de Minas para rever a adesão ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), afirmou que também quer revisar as regras.
“A dívida de Minas cresceu muito nos últimos 25 ou 30 anos, devido aos juros extorsivos que o governo federal cobrou. E nós não tivemos nenhuma revisão desses juros. Então, eu como presidente quero uma revisão desses juros”, defendeu.
Zema avaliou que a débito se tornou uma “bola de neve”, mas disse que não fez “um centavo” da dívida. Amparado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), ele passou a maior parte do governo sem pagar as parcelas da dívida, que quase dobrou devido aos juros, saindo de R$ 93,9 bilhões em dezembro de 2019 para R$ 177,48 em novembro do ano passado.
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“Nós acabamos hoje prejudicando estados exportadores, como Minas Gerais, onde a infraestrutura do estado é utilizada em prol do Brasil e o estado não tem nenhuma compensação por isso. O estado de Minas envia muito mais recursos para Brasília do que recebe de volta. Então, é necessário uma revisão por uma questão de justiça”, completou o ex-governador.
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Com a adesão ao Propag, Minas passou a pagar as parcelas da dívida sem a incidência de juros reais. O efeito, porém, não é retroativo.