Cármen Lúcia fala em 'mal-estar cívico' e pede desculpa: ‘Envergonhada’
"O Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, e nós geramos intranquilidade", avaliou ministra
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A ministra Cármen Lúcia disse que está em um “estado de profunda consternação e tristeza” diante da crise no Supremo Tribunal Federal (STF). A fala foi durante sessão extraordinária nesta terça-feira (15/9) para avaliar um possível processo contra o ministro Alexandre de Moraes pela relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
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“Estou triste. Não apenas pelo tema que nos traz aqui, mas porque este STF provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nesses últimos dias”, lamentou.
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Cármen Lúcia disse estar “até um pouco envergonhada” ao ver o Supremo como centro das atenções do país a menos de um mês das eleições, por conta de “questões processuais em parte” e “questões graves mesmo”.
“Nós não garantimos o rigor e a serenidade que, no meu papel de cidadã e juíza, talvez deveria ter ajudado mais a promover. O Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, e nós geramos intranquilidade, acho”, completou.
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Na sequência, ela anunciou que votaria contra unificar os processos de Alexandre de Moraes e de André Mendonça. Assim, foram 4 votos contrários e 3 a favor. O ministro Flávio Dino tinha se posicionado favorável, mas pediu vista, ou seja, adiou a decisão e tem um prazo de 90 dias para se manifestar.