O candidato ao governo de Minas Gerais Alexandre Kalil (PDT) defendeu a elaboração de um plano de reconstrução de Juiz de Fora, na Zona da Mata, meses após o registro de chuvas que mataram 66 pessoas e deixaram mais de 8 mil pessoas desabrigadas em fevereiro deste ano. A afirmação foi feita após visita à Fundação Ricardo Moysés Júnior, que funciona como uma casa de apoio a crianças e adolescentes com câncer, na manhã desta segunda-feira (31/8).

Em fevereiro, o então governador de Minas, Romeu Zema (Novo), anunciou a transferência de R$ 38 milhões para apoiar a cidade, além de R$ 8 milhões para Ubá, que também foi fortemente atingida pelos temporais. A gestão também disponibilizou colchões, roupas, kits de higiene e limpeza.

Apesar das quantias financeiras, Kalil definiu a cidade como “devastada” e defendeu um estudo profundo para a reconstrução “do que foi uma das cidades mais importantes de Minas Gerais”.

Ele citou a reconstrução de Belo Horizonte, quando era prefeito, após a chamada “chuva de mil anos”, com registros de cerca de 966 mm de chuva em janeiro de 2020. “Sofremos a maior chuva da história da nossa cidade. Também reconstruímos a nossa cidade em oito meses, sem um tostão do governo federal e sem um tostão do governo estadual”, argumentou.

Na visão dele, a região da Zona da Mata, principalmente em torno de Juiz de Fora e Ubá, precisa de um programa formulado a partir do trabalho de um “governador sério” que “sente na cadeira, chame o pessoal de fora e faça um plano de reconstrução e de investimentos”.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

O candidato a governador também criticou a atual gestão do estado na área do investimento na saúde, hoje liderada pelo ex-vice de Zema, Mateus Simões (PSD), que concorre à reeleição. “Isso é tudo que eu ouvi aqui. Em todo lugar que eu vou, nesse estado, [escuto que] é o estado que anda ao contrário, que anda para trás. Só perde, só perde, só perde, só perde e não evolui”, criticou.

compartilhe