Depois de viralizar nas redes sociais e disparar nas buscas do Google após sua participação no primeiro debate presidencial da Band, em 23 de agosto, o escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) ganhou ainda mais espaço para divulgar a proposta que é a principal bandeira de sua candidatura: a adoção do semipresidencialismo no Brasil.
A ideia foi apresentada logo na convenção que oficializou seu nome à Presidência, em 3 de agosto, quando Cury também revelou o nome que gostaria de ver como primeiro-ministro em um eventual governo seu: o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), presente no evento como aliado da candidatura.
Essa proposta não é nova, mas ganha força em momentos de instabilidade. Adotado em países como França e Portugal, o sistema busca combinar a estabilidade de um presidente eleito pelo povo com a flexibilidade de um governo que depende do apoio do parlamento para se manter.
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O que é o semipresidencialismo?
O semipresidencialismo é um sistema de governo híbrido que combina elementos do presidencialismo e do parlamentarismo. Nele, o poder Executivo é dividido entre um presidente, que atua como chefe de Estado, e um primeiro-ministro, que exerce a função de chefe de governo.
Como funcionaria a divisão de poderes?
Na prática, as responsabilidades seriam distribuídas para equilibrar as forças políticas e garantir a governabilidade. As principais atribuições de cada um seriam:
Presidente da República: atuaria como chefe de Estado, representando o país internacionalmente e garantindo a unidade nacional. Seria o comandante supremo das Forças Armadas e, em geral, responsável pela política externa e de defesa. Também poderia ter o poder de dissolver o parlamento em momentos de crise.
Primeiro-ministro: exerceria a chefia do governo, cuidando da administração cotidiana do país. Ele e seu gabinete seriam responsáveis por implementar as políticas públicas, gerenciar a economia e coordenar os ministérios. Sua permanência no cargo dependeria do apoio da maioria no Congresso Nacional.
Para tornar a proposta mais concreta, Cury afirmou publicamente que, caso eleito, convidaria o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para ocupar o cargo de primeiro-ministro.
Quais seriam os impactos da mudança?
Um dos principais argumentos a favor do modelo é a busca por maior estabilidade política. Em vez de processos de impeachment, que podem ser longos e traumáticos, um primeiro-ministro sem apoio parlamentar poderia ser substituído por meio de um voto de desconfiança, tornando a troca de comando mais ágil. Essa estrutura forçaria uma negociação constante entre o Executivo e o Legislativo. Contudo, a implementação exigiria a aprovação de uma complexa Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e um amplo debate com a sociedade.
Por que a proposta ganhou destaque na campanha de 2026?
A defesa do semipresidencialismo por Augusto Cury surge como uma das principais bandeiras de sua campanha presidencial. A ideia é apresentada como uma resposta à percepção de crises políticas recorrentes no presidencialismo brasileiro e uma alternativa para reduzir a polarização, garantindo que o governo tenha o respaldo necessário do parlamento para avançar com sua agenda.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
