A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou nesta segunda-feira (10/8) um projeto de lei que muda as determinações para a permissão ao comércio de animais vivos na capital e, na prática, impede que eles sejam vendidos no Mercado Central, um dos principais pontos turísticos da cidade.

Em um corredor do Mercado, hoje é possível comprar diversos animais, como galinhas, coelhos e pássaros. O projeto aprovado proíbe tal comércio em locais de grande fluxo turístico, vias públicas, espaços abertos ou tradicionalmente destinados à exposição cultural e gastronômica.

O texto é de autoria do vereador Osvaldo Lopes (Podemos), que tem a causa animal como centro da atuação, e foi aprovado em segundo turno por 33 votos a favor e nenhum contra. Agora, o PL aguarda sanção do prefeito Álvaro Damião (União Brasil).

“Essa é a legislatura que vai entrar para história de Minas Gerais como a da libertação de animais que são explorados de forma cruel dentro daqueles 'calabouços' do Mercado Central. Aquele 'corredor da morte' só propaga ódio, porque as pessoas vão lá com aquela insatisfação imensa de percorrer o mercado e dar de cara com aquele comércio obscuro”, disse Osvaldo Lopes.

Se aprovado o projeto, o comércio de animais domésticos ficará restrito a locais como canis e criadouros que deverão estar regularmente licenciados pela prefeitura.

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A reportagem procurou o Mercado Central para um posicionamento, mas, até a última atualização desta matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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