O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), disse, nesta quinta-feira (6/8), não guardar mágoa do ex-secretário Marcelo Aro (PP) após a federação União Progressista (formada por União Brasil e PP) voltar a apoiar a reeleição do Executivo estadual.
Na semana passada, Simões disse que Aro "traiu o governo depois de parasitar", logo depois de ter selado o rompimento político com o ex-secretário, que naquele momento tentava articular a própria candidatura ao governo de Minas Gerais.
"Na política nós temos essas situações em que, dentro da mesma agremiação política, convivem pessoas que estão defendendo projetos diferentes. Acho que o mais importante é que eu e o ex-secretário não estamos mais em chapas opostas. Ele segue uma candidatura ao Senado, eu sigo uma candidatura ao governo. Não tenho absolutamente nada contra a candidatura dele, espero que ele siga com tranquilidade", disse o governador, na abertura da Expocachaça nesta quinta.
Ainda disse que Aro foi "um bom secretário" e entregou o que era esperado, negando que agora o trata como inimigo.
"Não guardo nenhuma mágoa em relação a isso. Para mim está terminado, é olhar para frente para a eleição", completou.
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Aro candidato ao Senado
Após reviravolta concluída nessa quarta-feira (5/8), Marcelo Aro voltou à posição inicial: candidato ao Senado. Agora, porém, não contará com o apoio do governador, que estará ao lado apenas de Carlos Viana (PSD) e Marco Antônio Costa, o Superman, (Novo).
"Exatamente pelo fato de se ter tomado a decisão de que o Senado não participaria da coligação [com a União-PP], nós precisamos reorganizar a coordenação e ceder a vaga de vice para a União-PP", explicou o governador.
A vaga de vice estava prometida ao Novo e seria por indicação do ex-governador Romeu Zema. Porém, a União-PP pleiteou o posto em troca do apoio, e a vice ficou com o ex-deputado federal Danilo de Castro.
'Não quebrou nenhum cristal'
Simões também explicou que estava tentando reatar o apoio da União-PP desde que foi comunicado por Aro do rompimento, na quinta-feira da semana passada (30/7).
"Eu nunca acreditei que deputados que trabalharam conosco ao longo de quase oito anos tivessem interesse em deixar o governo", relatou o governador.
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"Como foi tudo muito dialogado, todos participaram disso a todo tempo, acabou não se quebrando nenhum cristal. Todo mundo entendeu que a gente teve uma mudança de cenário, então todos os agentes [ficaram] confortáveis", completou.
