BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) para vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) reforça a ofensiva da campanha do presidenciável sobre o caso Lulinha. Gaspar foi relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), escândalo que bate à porta do Planalto após notícia do empréstimo de Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula (PT), com uma empresária investigada e amiga do filho do petista.

Além disso, parlamentares do PL afirmam que a escolha de Gaspar indica uma tentativa da campanha de fortalecer o nome de Flávio Bolsonaro no Nordeste, região onde o PT conta com vantagem histórica. O deputado era pré-candidato ao Senado por Alagoas.

Ao retirar Gaspar da disputa, indicam deputados aliados, Flávio Bolsonaro ainda fez um gesto ao ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP). O parlamentar concorrerá ao Senado, mas enfrentava dificuldades em conseguir votos da direita diante da presença do congressista do PL na disputa.

Como presidente da Câmara, Lira foi um dos principais aliados do presidente Jair Bolsonaro durante seu governo. O PP tinha participação direta no governo e garantiu uma maior influência do Congresso sobre emendas parlamentares.

Gaspar foi eleito o segundo deputado federal mais votado de Alagoas em 2022. No Congresso, ganhou protagonismo neste ano como relator da CPI do sobre os desvios no INSS. Foi justamente durante os trabalhos da comissão que ele se aproximou de Flávio Bolsonaro, segundo pessoas próximas ao candidato.

O objetivo, dizem integrantes da campanha, é contrapor a presença de Gaspar na chapa com o escândalo do INSS, focando no filho do presidente. Na reta final da CPI, Gaspar propôs o indiciamento de Lulinha, apontando que ele teria feito viagens pagas por Roberta Luchsinger com dinheiro do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

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Como relator da CPMI, Alfredo Gaspar buscou vincular as fraudes a aposentadorias e pensões ao governo Lula, com diversas citações ao petista em seu relatório, enquanto praticamente ignorou a cúpula da gestão anterior.

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