O senador Cleitinho Azevedo não pode mais trocar de partido para disputar as eleições deste ano caso o Republicanos barre sua candidatura. O prazo legal para mudança de legenda para quem pretende concorrer no pleito deste ano foi encerrado em 4 de abril, conforme determina a legislação.
Primeiro colocado em todas as pesquisas de intenção de voto, o senador anunciou ontem que não seria candidato, mas nesta terça-feira (4/8) mudou de ideia e tenta convencer a legenda a aceitar que ele participe da disputa.
A regra estabelece que os candidatos devem estar filiados ao partido pelo qual pretendem disputar a eleição até seis meses antes do pleito, marcado para 4 de outubro. Como esse prazo já passou, eventuais mudanças de partido feitas agora não permitem que o político concorra por uma nova sigla.
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Apesar disso, Cleitinho pode se desfiliar do Republicanos sem perder o mandato de senador. Isso ocorre porque ele foi eleito em uma disputa majoritária, como senador, governador e presidente, na qual vence o candidato que obtiver mais votos.
No sistema proporcional, utilizado para eleger deputados e vereadores, o mandato pertence à legenda, já que o cálculo para definir os eleitos considera não apenas os votos diretos do candidato, mas também os votos recebidos pelo partido. Nesse caso, o mandato é considerado da legenda, e não do eleito.
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Questionado nesta terça-feira (4/8) se iria deixar o Republicanos caso sua intenção de disputar o governo seja mesmo barrada pela legenda, o senador disse que sem conversar com o presidente da legenda, deputado federal Marcos Pereira (SP), não vai fazer nada e insistiu na candidatura. Ontem, em vídeo gravado ao lado de Pereira, ele anunciou que não seria candidato.
