Crescimento de Cury embaralha disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro
Autor de best-sellers tira votos dos líderes; entenda o impacto do escritor na corrida pelo Planalto
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O escritor e psiquiatra Augusto Cury, presidenciável pelo Avante, subiu nas intenções de voto e aparece em terceiro lugar na corrida ao Planalto. Ele marcou 11 pontos percentuais na pesquisa Nexus/BTG e 7,8 no levantamento AtlasIntel.
O crescimento de Cury deve ajudar a levar a disputa presidencial para o segundo turno. As campanhas dos favoritos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) alimentavam a expectativa de liquidar a eleição já na primeira etapa.
"Ele (Cury) está eufórico. Ninguém acreditava. Eu já vinha fazendo algumas projeções, mas, mesmo na campanha, ninguém esperava que o crescimento fosse tão rápido", disse o publicitário do candidato, Sérgio Lima, em entrevista para a colunista Bela Megale, do jornal O Globo.
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Para isso, contavam com a concentração de cerca de 80% das intenções de voto, enquanto outros candidatos, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), oscilavam entre três e cinco pontos percentuais.
Na pesquisa Nexus/BTG, Cury aparece com 11%, contra 2% na semana anterior. Flávio Bolsonaro registrou 33% e Lula, 39%. Os dados indicam que o escritor retira mais votos do senador do PL, que perdeu quatro pontos, enquanto o petista recuou dois.
Já na pesquisa AtlasIntel, Cury surge com 7,8%, superando Renan Santos (7,6%). Também nesta sondagem, Flávio Bolsonaro parece perder mais eleitores para o escritor, caindo de 36% para 33,7%. Lula oscilou de 45% para 43,4%.
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Pior para Lula
O avanço de Cury representa uma notícia pior para Lula, que enfrentaria mais dificuldades em um eventual segundo turno. Por conta do antipetismo e da alta rejeição ao seu governo, o ex-presidente corre risco de derrota contra adversários como Flávio Bolsonaro, Caiado e Zema. Os institutos não simularam um confronto direto entre Lula e Cury.
Redes sociais
A subida de Cury já vinha sendo detectada em monitoramentos nas redes sociais, que apontavam um crescimento expressivo das menções feitas ao escritor. Há suspeitas de que boa parte dessa movimentação seja inorgânica.
O movimento pode ter sido estimulado por técnicas de aumento artificial de engajamento, como a compra de perfis, o uso de robôs ou outras ferramentas de automação.
"Se fosse uso de robôs, o crescimento não estaria refletido nas pesquisas", rebateu o publicitário Sérgio Lima.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.