André Janones reage após Cury saltar para 11% nas intenções de voto: 'Parem de falar dele'
Com crescimento meteórico, candidato do Avante ganha destaque no pleito; Janones tenta conter ataques de apoiadores dos principais presidenciáveis
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O escritor e candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) ganhou nove pontos percentuais em uma semana e chegou a 11% das intenções de voto, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (31/8). O resultado colocou Cury na terceira posição na corrida presidencial e provocou uma reação do deputado André Janones (REDE), que pediu a apoiadores de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) que parem de mencionar o candidato nas redes sociais.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Janones afirmou que a exposição negativa pode acabar contribuindo para ampliar o alcance de Cury por causa do funcionamento dos algoritmos. “Parem de falar de Augusto Cury, parem de criticá-lo, parem de bater nele, ignorem ele”, afirmou.
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Segundo o deputado, as plataformas não distinguem, necessariamente, se uma publicação fala bem ou mal de determinada pessoa. “Se você fala de alguém, não importa falar o quê, ele entende que aquele assunto, aquela pessoa é relevante, e ele vai entregar cada vez mais conteúdo sobre aquela pessoa”, argumentou.
Janones citou ainda a eleição de Jair Bolsonaro em 2018 para sustentar a avaliação. Na visão dele, a repetição de críticas ao então candidato por parte de setores da esquerda teria ajudado a tornar Bolsonaro conhecido por pessoas que ainda não acompanhavam sua trajetória política.
“Jair Bolsonaro foi eleito em 2018 em partes pela esquerda, que conversamos muito dele. Ele era um desconhecido, e todos os dias a militância de esquerda fazia vídeos falando mal de Jair Bolsonaro”, afirmou.
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Para Janones, um movimento semelhante estaria começando a ocorrer com Cury. Ele também questionou a origem da exposição do escritor nas redes sociais e afirmou, sem apresentar evidências, que a presença do candidato em páginas de fofoca poderia estar relacionada a uma estratégia de divulgação contratada.
“Provavelmente se você contratou uma agência e essa agência paga essas páginas para falar”, disse. O deputado ponderou, porém, que a estratégia pode acabar produzindo um efeito diferente do pretendido: ao ser exposto repetidamente, Cury poderia despertar a curiosidade de eleitores que passariam a pesquisar sobre sua candidatura.
No vídeo, Janones defendeu que eleitores não transformem Cury no principal assunto da disputa. Para o deputado, o foco deveria permanecer em Flávio Bolsonaro.
“Nós temos um único adversário, chama-se Flávio Bolsonaro”, afirmou Janones, que também fez ataques ao senador.
Cury cresce nove pontos em uma semana
A reação de Janones ocorre após a divulgação da nova rodada da pesquisa BTG/Nexus. Cury saltou de 2% para 11% das intenções de voto entre os levantamentos realizados em 24 e 31 de agosto, uma alta de nove pontos percentuais. O crescimento colocou o escritor como principal nome da chamada terceira via no cenário pesquisado.
O presidente Lula aparece na liderança, com 39%, enquanto Flávio ocupa a segunda colocação, com 33%. Lula tinha 41% na rodada anterior, enquanto Flávio registrava 37%. Ronaldo Caiado (PSD) manteve 5%, e Renan Santos (Missão) permaneceu com 3%. Romeu Zema (Novo) oscilou de 3% para 1%.
Na sequência de Cury aparecem Caiado, com 5%; Renan Santos, com 3%; Zema e Samara Martins (UP), com 1% cada. Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Clariana Barão (DC) não pontuaram. Brancos e nulos somam 3%, enquanto outros 3% não souberam ou não responderam.
Com o movimento, a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro passou de quatro para seis pontos percentuais.
O levantamento também mostra crescimento de Cury na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados. Nesse recorte, ele passou de menos de 1% para 8%.
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A pesquisa Nexus ouviu 2.005 eleitores por telefone entre 28 e 30 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo BTG Pactual e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08900/2026.