O que significa o termo 'anti-woke' usado por Sophia Barclay
Expressão surgiu nos EUA e ganhou força no Brasil; entenda origem, significado e por que virou bandeira da direita conservadora
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A influenciadora digital Sophia Barclay movimentou o cenário político brasileiro nos últimos meses ao anunciar sua candidatura a deputada federal por São Paulo pelo PL. Ao se identificar como uma figura "anti-woke", ela trouxe à tona uma expressão que, apesar de ganhar força no debate público, ainda gera curiosidade e dúvidas sobre seu real significado e origem.
O que significa o termo "woke"?
O termo "woke" surgiu na comunidade afro-americana dos Estados Unidos e significa, literalmente, "acordado" ou "desperto". Originalmente, era usado para descrever uma pessoa consciente e atenta às injustiças sociais, especialmente o racismo sistêmico. Com o tempo, seu uso se expandiu para abranger a conscientização sobre outras pautas, como questões de gênero e direitos LGBTQIA+.
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No entanto, a palavra passou a ser usada por críticos de forma pejorativa, associando-a a um suposto exagero no politicamente correto e a uma postura vista como radical em pautas identitárias.
Qual a definição de "anti-woke"?
O movimento "anti-woke" representa uma reação a essa agenda progressista. Seus adeptos se opõem ao que consideram excessos do politicamente correto, à cultura do cancelamento e às políticas de identidade. Eles defendem a liberdade de expressão irrestrita e criticam o que chamam de "patrulhamento ideológico".
Como surgiu o movimento "anti-woke"?
A corrente "anti-woke" ganhou força nos Estados Unidos e na Europa como uma contraposição a movimentos sociais que se intensificaram nos últimos anos. No Brasil, o discurso foi incorporado principalmente por políticos e influenciadores alinhados à direita conservadora, que utilizam o termo para mobilizar uma base que se sente desconfortável com as rápidas transformações sociais e culturais.
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Por que "anti-woke" virou bandeira da direita?
Para a direita conservadora, a pauta "anti-woke" funciona como um guarda-chuva para diversas críticas a pautas progressistas. A estratégia é apresentar a agenda "woke" como uma ameaça aos valores tradicionais, à família e à liberdade individual. Os principais pontos criticados são:
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A chamada "cultura do cancelamento", que busca responsabilizar figuras públicas por falas ou atitudes consideradas ofensivas.
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As políticas de identidade, que, segundo os críticos, fragmentam a sociedade em grupos em vez de promover a união.
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O que eles denominam "ideologia de gênero" nas escolas e na mídia.
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As limitações à liberdade de expressão em nome do politicamente correto.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.