Em convenção, Lula diz que agressores de mulheres "não precisam votar" nele
Em convenção do PT, presidente associa combate ao feminicídio à defesa de uma cultura de respeito, destaca medidas adotadas pelo governo e afirma que perder votos não mudará sua posição sobre o tema
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um dos discursos mais contundentes da convenção nacional do PT ao tratar da violência contra as mulheres. Ao defender políticas de proteção e responsabilização dos agressores, afirmou que homens que agridem mulheres não precisam apoiá-lo nas urnas. "Quem bate em mulher não precisa votar em mim. Vote em quem quiser", declarou, sob aplausos da militância.
Lula afirmou que o combate à violência de gênero não deve ser tratado apenas como uma pauta feminina, mas como um compromisso de toda a sociedade. Segundo ele, é necessário romper com a cultura da posse nas relações afetivas e fortalecer valores como respeito e igualdade entre homens e mulheres. O presidente defendeu que, quando um relacionamento chega ao fim, a separação deve ocorrer sem violência ou intimidação.
Ao destacar ações do governo, Lula afirmou que sua gestão ampliou a legislação de proteção às mulheres e argumentou que o aumento das denúncias de violência doméstica demonstra maior confiança das vítimas na rede de proteção do Estado. De acordo com o presidente, a prioridade é garantir segurança para que as mulheres denunciem seus agressores e tenham acesso às medidas de proteção.
O chefe do Executivo também mencionou a sanção de normas voltadas ao fortalecimento da fiscalização do pagamento de pensão alimentícia e à ampliação dos mecanismos de monitoramento de agressores enquadrados em medidas protetivas. Segundo ele, o objetivo é assegurar mais efetividade ao cumprimento das decisões judiciais e ampliar a segurança das vítimas.
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Lula ainda fez um apelo para que homens revejam comportamentos considerados machistas e reforçou que a violência doméstica precisa ser enfrentada por toda a sociedade. Ao afirmar que "ninguém é dono de ninguém", o presidente defendeu relações baseadas no respeito e na parceria, rejeitando qualquer forma de controle ou agressão contra as mulheres.
Antes de encerrar o tema, o petista convidou a militância para o lançamento oficial do programa de governo, marcado para 16 de agosto, em São Bernardo do Campo. Segundo ele, o ato representará um reencontro com a história do partido e servirá para apresentar as propostas que nortearão a campanha pela reeleição.
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