A vereadora Marcela Trópia (Novo) diz ter sido alvo de retaliação na Câmara Municipal de Belo Horizonte após ser a única a votar contra um projeto para liberar a entrada de animais de estimação em supermercados da capital.

Nesta quinta-feira (9/7), um projeto de lei da parlamentar (PL 187/2025) foi esvaziado em segundo turno. No primeiro, havia sido aprovado com ampla vantagem: 28 votos a 2. Ela atribui a mudança de posição a uma retaliação.

“O que vimos foi uma mudança de votos motivada por questões pessoais, e não pelo mérito da proposta. Quem perde com isso é a cidade e os empreendedores, que deixam de ter uma legislação mais moderna e capaz de conciliar preservação e revitalização urbana”, afirmou Marcela Trópia.

A vereadora do Novo foi a única a votar contra um projeto de lei de Wanderley Porto (PRD) que quer liberar pets em supermercados de BH. A votação, em 16 de junho, ocorreu em primeiro turno e teve 30 votos favoráveis, um contrário e cinco abstenções.

PL 187/2025

O PL de Trópia votado nesta quinta-feira (9/7) pretendia flexibilizar a veiculação de publicidade em imóveis tombados na capital. A deliberação ficaria a cargo do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte (CDPCM-BH) e as propagandas deveriam ser liberadas apenas se contribuíssem para a “valorização ou promoção da política de patrimônio cultural do município”.

Foram apenas dois votos contrários no primeiro turno: Dr. Bruno Pedralva (PT) e Pedro Patrus (PT). “É um projeto muito perigoso, que abre um leque muito grande. (...) Esse projeto tem que ser melhor discutido. Ao meu ver, ele abre um leque de Belo Horizonte voltar ao início dos anos 80, naquele momento que você não vinha mais nada da arquitetura de Belo Horizonte”, criticou o segundo, que citou respostas negativas das secretarias de Cultura e Política Urbana sobre o projeto.

Por outro lado, na votação em segundo turno, conservadores e membros da bancada do PL mudaram de posição e se uniram aos petistas. 20 vereadores votaram contra o principal parágrafo do projeto, o esvaziando-o. 10 votaram a favor e houve uma abstenção.

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“Esse projeto nunca tratou de ignorar a proteção ao patrimônio histórico. Pelo contrário. Ele preservava a decisão técnica do Conselho e criava uma alternativa para valorizar espaços que fazem parte da identidade de Belo Horizonte”, se defendeu Marcela Trópia.

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