A defesa de Marco Buzzi, ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por denúncias de importunação sexual, apresentou um laudo de disfunção erétil para se defender de uma acusação.
Segundo o Metrópoles, o relatório, de fevereiro deste ano, indica que, além de disfunção erétil de origem multifatorial, Buzzi tem hipogonadismo (deficiência na produção de hormônios sexuais nos testículos), ausência de libido e de ejaculação anterógrada (comum).
O laudo conclui que o diagnóstico “não respalda hipótese de função sexual exacerbada”. Assim, foi anexado para contestar a denúncia, e a defesa alega que a condição inviabilizaria a denúncia.
Ministro acusado de assédio
Uma jovem de 18 anos, filha de amigos de Buzzi, relatou ter sido assediada durante uma viagem de férias em Balneário Camboriú (SC), em janeiro passado. Ela afirmou que o ministro tentou agarrá-la em três ocasiões enquanto eles estavam no mar e disse ter sentido ele de pênis ereto quando tentava segurá-la.
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Após a denúncia, uma servidora terceirizada do STJ também acusou o magistrado de importunação. O caso é investigado por procedimento interno, além de apurado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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Buzzi nega ambas as acusações. A defesa dele também apresentou um depoimento de uma testemunha do primeiro caso que disse que o ministro e a denunciante permaneceram afastados por cerca de um metro e meio no mar, e ele apenas ofereceu ajuda com a mão para ela sair da água.
