Polícia faz busca e apreensão na casa do prefeito de Governador Valadares
Mandados foram executados também em BH; Coronel Sandro chama ação de "grave injustiça" e diz que filho é alvo por supostas difamações contra ex-aliado
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, na manhã desta sexta-feira (24/7), mandados de busca e apreensão em imóveis ligados ao prefeito de Governador Valadares, Coronel Sandro (PL), e ao filho dele, Marco Aurélio Fonseca. As diligências ocorreram em três endereços na cidade do Vale do Rio Doce e também em um imóvel em Belo Horizonte. A ordem judicial autorizou o recolhimento de celulares, computadores e documentos.
Em nota, a Polícia Civil informou que a operação está relacionada a uma investigação sobre suposta prática de crime contra a honra. O caso tramita em sigilo e, por isso, não serão divulgados outros detalhes sobre as apurações.
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Em vídeo publicado nas redes sociais, Coronel Sandro classificou a ação como uma “grave injustiça” e afirmou que o alvo da investigação é o filho. Segundo o prefeito, Marco Aurélio é acusado de divulgar outdoors com a frase “Prefeitura não é supermercado”, além de supostas postagens em redes sociais contra o ex-aliado Alex Coelho Diniz, suplente do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).
“Nos meus 30 anos de polícia, trabalhando muito, nunca vi busca e apreensão por difamação, que é falar mal dos outros. Então, Governador Valadares, minha família continua ainda sob ameaça, nós estamos sendo perseguidos e esse absurdo de hoje na minha casa prova que nós estamos certos. Nós temos que defender Governador Valadares desse tipo de gente e eu não vou sossegar enquanto esse tipo de gente ainda pensar que manda aqui”, afirmou o prefeito.
Coronel Sandro e Alex Coelho Diniz foram aliados na eleição municipal de 2024, quando o atual prefeito conquistou o mandato pela primeira vez. A relação política entre os dois, no entanto, foi rompida em março deste ano, após o prefeito acusar o empresário de estar por trás do pedido de cassação.
Diniz foi acusado por Sandro de envolvimento em uma “tentativa de corrupção no transporte escolar” durante o período em que chefiou a equipe de transição do governo municipal. O prefeito também afirma que o empresário teria articulado, com outros empresários e políticos, sua retirada do cargo.
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Coronel Sandro foi cassado em maio pela Câmara Municipal, sob a alegação de fraude na contratação dos serviços de transporte escolar. Nesta semana, porém, ele foi reconduzido ao cargo por decisão liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que apontou falhas no processo que resultou em seu afastamento. A decisão monocrática do ministro vai ser analisada pela Primeira Turma da Corte em sessão virtual marcada para o período de 14 a 22 de agosto.