A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) declarou que a tendência é que na formação da frente ampla de partidos da base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais na disputa da eleição majoritária em Minas Gerais neste ano, o PT venha abrir mão da cabeça de chapa para o Governo do estado, devendo apoiar o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Junior (pré-candidato PSB) ou ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (pré-candidato do MDB), indicando o nome dela para disputar o Senado.
Marília Campos colocou esse posicionamento ao participar de um encontro de lideranças, na manhã deste sábado (27/6), em Montes Claros, no Norte de Minas, onde sentou-se à mesa Jarbas Soares e Gabriel Azevedo. O evento marcou o lançamento da pré-candidatura ao Governo de Minas do ex-procurador-geral de Justiça, que nasceu na cidade-polo do Norte do estado.
Durante o encontro, a ex-prefeita de Contagem voltou a descartar a possibilidade de concorrer à chefia do Executivo estadual. Nesta semana, o PT chegou a anunciar, por meio de nota, que lançaria um nome próprio ao governo estadual na formação de um palanque forte para o presidente Lula em Minas. Marília reagiu e divulgou nota, considerando que o anuncio da candidatura própria foi “equívoco estratégico” do partido.
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Após a reação da pré-candidata ao Senado, na sexta-feira, a presidente estadual do PT em Minas, deputada Leninha, em entrevista ao Estado de Minas, afirmou que o partido ainda “não tem nada definido” em relação a candidatura própria e continua nas conversas com outras legendas para a escolha do nome que vai representar a frente ampla da base aliada de Lula em Minas como candidato ao Palácio Tiradentes.
“O que queremos nos próximos dias é conversar sobre os vários rumos que temos na cena política de Minas Gerais. Pretendemos reforçar a necessidade de uma frente ampla com o PSB, com o MDB, com o PDT. Enfim, a ideia é ter essa frente ampla,que também inclui o PT”, declarou Leninha.
No encontro em Montes Claros, ontem, Marília Campos afirmou que está “trabalhando muito para apresentar uma alternativa viável politica e eleitoralmente” na formação de uma aliança entre o PT, MDB, o PSB e o PDT para disputa das eleições majoritórias e proporcionais em Minas Gerais neste ano.
Embora tenha citado o PDT, que tem como pré-candidato a governador o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, Marília Campos afirmou que a escolha do concorrente à sucessão estadual da frente lulista está entre o PSB e o MBD, dos pré-candidatos a governador presentes na reunião em Montes Claros.
“Então o que eu espero do PSB e o que eu espero do MDB é que vocês tenham a capacidade de dialogar pra gente construir um consenso que seja muito importante pra Minas Gerais”, afirmou a ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado.
“Nós temos que ter a disposição de nesses dois partidos encontrar o candidato que seja o mais viável o mais preparado para ser nosso candidato governador e desta aliança, a gente discutir a composição (das candidaturas) para o Senado”, completou Marília Campos. Ainda na oportunidade, ela chegou até a sugerir uma reunião entre Jarbas Soares e Gabriel Azevedo na próxima semana “para discutir essa unidade”.
A ex-prefeita de Contagem também disse que o PT “ainda não tem uma estratégia definida” sobre a escolha e apoio a candidato a governador em Minas. “Eu não estou aqui representando o meu partido eu estou aqui apenas como uma pré candidata ao Senado que luta para que a gente tenha uma frente ampla e que a gente tenha a possibilidade ter um projeto vitorioso para Minas Gerais”.
Por outro lado, afirmou que está ajudando a “costurar” acordo para fortalecer o palanque de Lula no estado. “Minha mãe ensinou a costurar. Eu sou uma pessoa prendada nas atividades domésticas por ter aprendido muito com a minha mãe. Tenho muita paciência, muita capacidade de escuta, colocando as condições pra gente poder dialogar”, comentou. Ela chamou o encontro em Montes Claros e “o embrião” do acordo PT/PSB/MDB. “Eu digo que aqui hoje é o embrião porque temos tempo para crescer. Estou aqui para fortalecer essa costura!”
Durante entrevista coletiva, em Montes Claros, o ex-vereador Gabriel Azevedo não respondeu se estaria disposto abrir mão da pré-candidatura ao governo do Estado para apoiar o nome de Jarbas Soares Junior como cabeça de chapa. Ele não respondeu a pergunta, mas durante o encontro de lideranças encheu o ex-procurador-geral de Justiça de referências, sem fazer menção a sua própria pré-candidatura.
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Por sua vez, Jarbas Soares Junior se comportou como postulante à sucessão, com críticas à atual gestão estadual, apesar de dizer que é “amigo pessoal” do governador Mateus Simões. Ele dirigiu uma série de críticas indiretas ao ex-governador e pré-candidato a presidente da República Romeu Zema (Novo). Jarbas Sores declarou ainda que, em Montes Claros, sua terra natal, “renasceu para a política”.
