O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou que se vê motivado para ser pré-candidato ao Governo de Minas Gerais para zerar taxas que, na visão dele, são um roubo do Executivo contra a população. Ele ainda não bateu o martelo sobre a corrida ao Palácio do Tiradentes.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Cleitinho mostrou a reação de um homem que tem isenção de IPVA porque o veículo possui mais de 20 anos, mas foi obrigado a pagar R$ 35 pela taxa de licenciamento. Ele disse que a isenção só foi possível graças a um projeto de lei que ele apresentou quando era deputado estadual. “Mesmo assim o governador na época, Romeu Zema (Novo), quis colocar R$35,00”, criticou.
Na gravação, ele afirmou que quase 4 milhões de veículos em Minas Gerais não pagam mais IPVA este ano, gerando uma economia de R$ 1 bilhão que saiu dos cofres públicos para ir direto para o bolso da população mineira. O parlamentar assumiu a autoria da medida dizendo que quem conseguiu fazer isso foi "o barulhento do senador Cleitinho".
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Em seguida, ele questionou a contrapartida do Estado para manter a cobrança, argumentando que o serviço de licenciamento hoje é feito totalmente de forma online. Ele comparou que em outros lugares do país o valor chega a custar R$ 200,00, mas defendeu que o cidadão não precisa mais da máquina pública para esse processo.
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O senador usou essa indignação como justificativa para sua possível candidatura ao cargo de governador. "Então é por isso que me motiva a vir candidato a governador sim. E se eu vier candidato a governador e ganhar, é outra porcaria de taxa que eu vou tirar e vai acabar com isso. Se não tem prestação de serviço do Estado, o Estado não tem que roubar ainda R$35,00", declarou.
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A candidatura de Cleitinho ao governo mineiro segue como mistério. Com dois meses para o prazo máximo para a realização das convenções partidárias, que oficializaram as candidaturas e as coligações para as eleições, Cleitinho ainda não definiu o pleito. Ele, que é líder nas pesquisas de intenções de voto e é cotado para ser o palanque bolsonarista no estado, afirmou que tomaria uma decisão “só depois da Copa”. A afirmação foi feita dias depois de uma reunião da cúpula do PL, que deu mais alguns dias para que o senador faça a escolha de aliança ou não.
