Após revogar a chamada “taxa das blusinhas” e voltar a isentar compras internacionais até 50 dólares (R$ 252 na cotação atual), o presidente Lula (PT) admitiu que a medida foi impopular e disse ter sido alertado pela primeira-dama, Janja da Silva (PT)

A cobrança do imposto começou em agosto de 2024, após a aprovação de uma lei no Congresso Nacional, apoiada e sancionada pelo presidente. Nesta sexta-feira (22/5), à TV Brasil, Lula disse que o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) “acreditava que era uma coisa importante” e buscava atender o interesse de varejistas nacionais.

Taxa das blusinhas pegou mal

O presidente relatou que foi em uma viagem à China, acompanhado da primeira-dama e de Haddad, logo após a medida ter entrado em vigor, que percebeu a impopularidade da taxa.

“Janja pegou o celular dela e falou: 'Ô, Lula. O negócio das blusinhas tá ficando feio para o nosso lado'. Falei para o Haddad, e ele não acreditou na primeira vez. No final da viagem, o Haddad se deu conta de que tinha um problema”, contou.

“Nós estávamos mexendo com uma parcela muito grande da sociedade que estava comprando coisas de pequeno valor”, admitiu Lula.

A taxa das blusinhas recolhia 20% do valor das compras internacionais para o governo federal. A medida veio acompanhada de maior fiscalização e da ampliação do programa Remessa Conforme, o que tornou mais frequente a cobrança do ICMS, imposto estadual de 17% a 20%, nas compras internacionais.

Lula avaliou que a cobrança do ICMS, mesmo sendo estadual, também "ficou na conta do governo".

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Ao defender o fim da taxa das blusinhas, ainda destacou que a medida "não vai causar nenhum prejuízo" às contas públicas e é justa com os mais pobres.

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