Apesar de não confirmar que será candidato ao governo de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) usou a tribuna do Senado para rebater críticas de adversários que o acusam de não ter preparo para comandar o estado. Em discurso, afirmou que o “sistema” teme uma eventual vitória sua nas urnas. O senador lidera as pesquisas de intenção de voto.
“Vai causar arrepio, quem vai tremer é o sistema. É por isso que vocês estão morrendo de medo de eu virar governador. Porque quem vai mandar em Minas Gerais a partir do ano que vem será o povo”, declarou. Segundo ele, sua gestão seria pautada pela participação popular e não pela “classe política”.
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O senador também reagiu diretamente às críticas sobre sua capacidade administrativa. “Essa ladainha de falar que eu não estou preparado, me desmerecendo o tempo inteiro, falando que eu não tenho condição nem de ser candidato. Que preparo? Qual preparo? Preparo para roubar eu não tenho mesmo não”, afirmou.
Na semana passada, o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, pré-candidato do PL ao governo do estado, criticou Cleitinho. Roscoe disse que o senador não tem perfil para o Executivo e que, caso eleito, poderia comprometer sua trajetória política a depender dos resultados de uma eventual gestão.
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Em resposta, Cleitinho reforçou o tom de enfrentamento e disse que sua atuação será baseada em princípios éticos. “Preparo para mentir, eu não tenho mesmo não. Preparo para fazer coisa errada, eu não tenho não. Preparo para pegar uma caneta e fazer um contrato errado para ferrar com o povo, isso eu não tenho”, disse.
Ele afirmou ainda que sabe o que pretende fazer no cargo: “Entrar com as mãos limpas e com o coração puro. É estar do lado do povo, do lado certo. Foi o que meu pai me ensinou”. Segundo o senador, governar não tem “mistério” e exige apenas compromisso com a população, transparência e escuta.
Cleitinho também afirmou que, se eleito, pretende negociar em favor do coletivo. “Eu vou sentar para negociar. Para o povo, para o coletivo, para todos. Eu vou governar para todos”, declarou.
Ao longo do discurso, o parlamentar voltou a dizer que sua possível eleição não causaria “arrepio” em servidores, empresários ou na população em geral, mas sim em adversários políticos. “Vai causar arrepio é no sistema. Porque eu vou abrir a caixa-preta. Tudo que estiver de errado lá dentro, pode esperar que a casa vai cair”, afirmou.
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Encerrando a fala, afirmou em tom desafiador, “me aguarde”. “Pode vir quente que eu estou fervendo”.
