O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), discutiu com a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) no X (antigo Twitter) nesta segunda-feira (4/5), com troca de fortes acusações.
Hilton fez post criticando indiretamente Zema, pré-candidato à Presidência, que tem defendido a viabilização do trabalho infantil no país. A deputada escreveu que a direita quer “que seu filho de 14 anos pare de estudar para ir trabalhar na escala 6x1 pelo resto da vida”.
O mineiro admitiu a defesa do trabalho a partir dos 14 anos, mas afirmou que a parlamentar “vive de mentira” e se disse favorável à conciliação do trabalho com o estudo na adolescência. “Eu trabalhei desde pequeno, acompanhando o meu pai. Aprendi a ter disciplina e a me esforçar para vencer na vida. A receita fracassada da esquerda é depender de governo e viver encostado”.
Erika Hilton rebate
Na tréplica, Erika escreveu longo post com duras críticas ao ex-governador, que acusou de “legalmente falir o estado de Minas” e ironizou pela baixa expressividade nas pesquisas de intenção de voto.
“Não, você nunca trabalhou de verdade. Nem como governador, nem pro seu pai, quando criança. Como governador, você privatizou, sucateou, destruiu Minas, deixou as enchentes matarem o povo que você deveria proteger e defendeu os interesses de quem explora a população e o meio ambiente até as últimas gotas de suor, sangue e água”, disse.
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“E o teu pai, Ricardo Zema, ao te colocar no Grupo Zema, um conglomerado com mais de 100 anos, não te colocou lá para trabalhar. Ele te colocou lá para te ensinar, desde cedo, a, mesmo sem talento algum e sendo politicamente medíocre, você conseguir se manter em uma posição de poder para explorar quem trabalha de verdade. Você não sabe o que é trabalhar. Só sabe administrar e proporcionar o sofrimento alheio”.
Hilton afirmou que Zema é um “representante dos grandes empresários” e pode propor o fim do salário mínimo e da educação básica pública.
“Pois é isso que move gente como você. O sonho da volta da escravidão, da implementação da escala 7x0. De um país que não oferece nada para o trabalhador e dá tudo de mão beijada para o patrão”, completou.
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O ex-governador mineiro é crítico da proposta para acabar com a escala de trabalho 6x1, que considera "populista". Na contramão, ele defende uma forte flexibilização na legislação trabalhista.
