O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) afirmou que o Brasil está “criando uma geração de imprestáveis” ao criticar a forma como programas sociais são executados no país. A declaração foi feita durante participação no programa Canal Livre, da Band, exibido nesse domingo (4/5).
A fala ocorreu após questionamento sobre proposta de unificação de políticas de transferência de renda e possíveis mudanças no Bolsa Família. Zema, que é pré-candidato à Presidência da República, disse que pretende manter o benefício para quem precisa, mas defendeu revisão nos critérios e combate a fraudes.
Segundo o ex-governador, há crescimento no número de beneficiários que, mesmo aptos ao trabalho, optariam por permanecer fora do mercado formal. “Nós não vamos pagar auxílio do governo, Bolsa Família, para os marmanjões, que é o que mais está crescendo no Brasil”, afirmou.
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Na sequência, disse que, em visitas a diferentes estados, encontra vagas abertas enquanto beneficiários permanecem em casa. “Vagas com carteira assinada e marmanjão em casa, na internet, nas redes sociais, no Netflix, prefere receber o auxílio governamental, não estuda, não trabalha, vive às custas do governo e de vez em quando faz um bico para complementar a renda”, declarou.
Durante a entrevista, Zema defendeu que beneficiários que recusarem oportunidades de emprego possam perder o auxílio. Questionado sobre como o Estado poderia controlar esse processo e sobre o direito de recusar determinadas vagas, afirmou que estruturas como o Sistema Nacional de Emprego (Sine) e as secretarias municipais poderiam intermediar as ofertas. “Se ele falar não, o auxílio está cortado”, disse.
Ao ser confrontado sobre a possibilidade de o trabalhador recusar empregos incompatíveis com seu perfil, Zema afirmou que haveria alternativas. “Eu tenho aqui 10 vagas, qual que é melhor para você?”, propôs, ao defender que o beneficiário escolha entre opções disponíveis.
O ex-governador também reconheceu diferenças regionais, afirmando que há casos em que a falta de emprego justificaria a manutenção do benefício. Ainda assim, sustentou que, em muitas cidades, há descompasso entre oferta de vagas e adesão de trabalhadores.
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Ao longo da entrevista, Zema voltou a defender auditorias e revisão constante dos cadastros de programas sociais, argumentando que a gestão e o controle variam entre municípios. Segundo ele, o objetivo seria evitar distorções e garantir que os recursos sejam destinados a quem efetivamente necessita.
