O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo) atribuiu à esquerda a responsabilidade pela ideia de que o trabalho infantil atrapalha o desenvolvimento da criança.
A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo de um episódio no Podcast Inteligência Ltda., no Dia do Trabalhador (1º/5). Na ocasião, ele lamentou que crianças não possam trabalhar no Brasil, comparou a proibição brasileira com a realidade dos Estados Unidos e disse que “iria mudar” a situação nacional.
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“Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe lá não sei quantos centavos por cada jornal entregue, no tempo que tem. Aqui é proibido, né? Você tá escravizando criança. Então é lamentável. Mas tenho certeza que nós vamos mudar”, afirmou.
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No Brasil, a lei proíbe trabalho infantil, entendido de menores de 16 anos. Adolescentes a partir de 14 anos podem atuar como menor aprendiz, mas as ocupações devem seguir regras delimitadas, como a proibição de trabalhos noturnos, insalubres e perigosos.
Na visão de Zema, conforme falou no podcast, “a esquerda criou a noção de que trabalhar prejudica a criança” e que, mesmo priorizando os estudos, as crianças “podem ajudar com questões simples” ao trabalhar.
O ex-governador de Minas Gerais também disse que “trabalha” desde os 5 anos de idade, ajudando o pai que vendia peças automotivas, e que tirou a Carteira de Trabalho aos 14 anos. “Eu trabalho desde que eu aprendi a contar”, afirmou.
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Já neste sábado (2/5), o presidenciável defendeu a ampliação de oportunidades para menores de 18 anos como uma forma de evitar a captação de jovens para o tráfico de drogas.
