Durante a manifestação do Dia do Trabalhador, nesta sexta-feira (1º/5), na Praça Raul Soares, em Belo Horizonte, o presidente da Central Única dos Trabalhadores em Minas Gerais (CUT-MG), Jairo Nogueira, criticou o atual modelo de organização das jornadas de trabalho no Brasil e defendeu o fim da escala 6x1, que começou a ser analisada nesta semana pela Câmara dos Deputados.
Para ele, o modelo vigente de seis dias de trabalho e apenas um de folga impõe rotinas exaustivas que impactam diretamente o bem-estar dos trabalhadores. Ele citou o fato de que, na escala 6x1, o descanso muitas vezes é concedido em dias como segunda-feira, o que, segundo Nogueira, prejudica especialmente as mulheres e o convívio familiar.
"A organização atual da jornada não prioriza o trabalhador. É um modelo que impõe desgaste constante e afeta diretamente a vida das pessoas", afirmou.
O dirigente sindical ressaltou que o formato, ainda comum no país, está defasado em relação a tendências internacionais, onde já há avanços na revisão das jornadas de trabalho.
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Mudanças
O dirigente defendeu ainda a adoção de escalas mais equilibradas, com dois dias de folga por semana ou até mesmo o regime de quatro dias de trabalho seguidos por três de descanso. "Com a tecnologia e a organização atual do trabalho, é plenamente possível reduzir a jornada sem reduzir salários — e isso pode, inclusive, aumentar a produtividade", disse.
O presidente da CUT-MG também destacou a importância do tempo livre para atividades pessoais, como lazer, estudo e convivência familiar. Segundo ele, a limitação a apenas um dia de descanso semanal impede que isso aconteça, já que esse período costuma ser consumido por tarefas domésticas ou outros afazeres.
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Em sua avaliação, a jornada com apenas um dia de descanso impacta a saúde mental dos trabalhadores, com aumento de casos de esgotamento e a consequente queda de produtividade.
