Pré-candidato à Presidência da República, o ex–governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) prometeu aplicar um “plano implacável” privatista caso seja eleito, anunciando até que vai vender a Petrobras e o Banco do Brasil, as duas principais estatais do país.

Em vídeo divulgado no Instagram, Zema voltou a criticar os gastos públicos do governo Lula (PT), afirmando que o centro do seu plano de governo é reduzir o Estado brasileiro e ampliar o espaço para a iniciativa privada.

“Meu plano para fazer o Brasil prosperar é implacável. E ele começa dizendo a você a verdade: o governo Lula gasta mais do que arrecada. Para fechar a conta ele pega muito dinheiro emprestado, e isso cria uma dívida que cresce sem parar”, disse.

O ex-governador afirmou que o governo petista paga “juros de agiota” e gasta muito além do necessário, propondo privatizações e “poupança” como solução para pagar a dívida pública, que hoje chega perto de R$ 9 trilhões.

Privatizações

“Eu vou privatizar a Petrobras. Eu vou privatizar o Banco do Brasil. E vou passar a faca nos super salários, mordomias e esquemas que sustentam os intocáveis de Brasília”, prometeu.

Zema ainda alegou que o plano vai “cortar a corrupção pela raiz” e anunciou que a proposta de privatizações não se restringe ao BB e à Petrobras.

“Vamos vender também as estatais que só dão prejuízo, como os Correios. E participações do governo em empresas privadas também”, completou o pré-candidato, que encerrou o vídeo com bordão à la Enéas Carneiro: “Meu nome é Zema!”.

A bandeira das privatizações não é novidade no repertório político de Zema. Na eleição para o governo de Minas em 2018, ele defendeu a venda de estatais como a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Companhia de Abastecimento e Saneamento do estado (Copasa) em um projeto neoliberal de redução do território mineiro. Na reta final do segundo mandato, conseguiu concluir a privatização da companhia de saneamento como parte da adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Por outro lado, a venda da Cemig encontrou mais resistência política. Como alternativa, o governo, agora gerido por Mateus Simões (PSD), quer transformar a estatal em uma "corporation", modelo societário no qual o controle acionário é pulverizado entre os acionistas.

compartilhe