Pré-candidato à presidência da República, Romeu Zema (Novo) afirmou que um dos pilares de seu plano de governo é a criação de um novo Supremo Tribunal Federal (STF).
A afirmação foi feita durante evento em São Paulo, na manhã desta quinta-feira (16/4), intitulado “O Brasil sem intocáveis: Chega de governo rico e povo pobre”, em que detalhou planos para o governo federal caso seja eleito. O evento aconteceu no mesmo estado onde Zema lançou sua pré-candidatura, em agosto de 2025.
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Tomado o palanque, o pré-candidato afirmou que a primeira coisa que faria caso seja eleito à chefia do Executivo nacional é “acabar com a farra dos intocáveis” e criar um novo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo ele, “um Supremo em que seus membros prestem conta de seus atos”. Zema afirmou que será implementado um Supremo em que parentes de ministros não possam ter negócios jurídicos, com idade mínima de 60 anos e mandato mínimo de 15 anos, de modo que a nomeação ao Supremo seja uma “coroação de carreira irretocável”.
“Um novo Supremo é o primeiro passo para um programa de moralização do Judiciário, tão necessário ao Brasil”, afirmou em discurso. Ele também afirmou em limitação de poder para a Corte.
Para o cientista político Rodrigo D'Ávila, que ajudou na montagem do plano de governo de Zema, a mudança dará ao Senado "condições reais" de fiscalizar o Supremo. No time de governo, também defendeu o fim das decisões monocráticas, nepotismo -- tanto familiar quanto partidário -- e do foro privilegiado, que será exclusivo ao presidente da República, conforme o plano do governo.
Zema também falou em tratar facções criminosas como grupos terroristas, com pena mínima de 25 anos para bandido faccionado sem direito a saidinha, e diminuição da maioridade penal. “Vamos acabar com a hipocrisia da idade penal aos 18 anos. Crime de adulto vai ter pena de adulto”, argumentou.
Zema renunciou ao cargo de governador de Minas em 22 de março para se dedicar integralmente à campanha presidencial. O vice dele, Mateus Simões (PSD), assumiu o comando do Executivo estadual e também concorre nas eleições de 2026 pelo cargo de governador.
Os deputados federais Marcel Van Hattem (Novo-RS), Adriana Ventura (Novo-SP), o prefeito de Taubaté, Sérgio Victor (Novo), e o Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), Rogerio Grecco, também prestigiaram o evento.
Para o presidente nacional do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, Zema tem “autoridade” pra governar o país devido ao seu histórico em Minas Gerais. Segundo ele, a sigla tem “a melhor geração de candidatos” nas eleições deste ano, com uma “competitividade infinitamente maior que 2022”.
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“Temos hoje o pré-candidato à presidência da República [Zema], que vem com um legado de gestão, de vitórias importantes em cima de um estado que foi muito difícil de governar, que foi Minas Gerais completamente destruída pelo PT. Zema vem com essa autoridade moral e essa legitimidade para apresentar para o Brasil aquilo que a gente defende, não só como uma ideia, mas como algo que já foi feito e deu certo em Minas”, afirmou.
