O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), prepara uma nova rodada de viagens pelo país com foco no Centro-Oeste, em mais um movimento de expansão de sua presença nacional. A estratégia combina aproximação com o agronegócio e diálogo com eleitores de perfil conservador fora de Minas.
A próxima agenda será em Goiás, com passagens por Goiânia, Anápolis, Caldas Novas e Catalão. O roteiro repete o padrão adotado nas últimas semanas, com agendas voltadas ao setor produtivo e a lideranças locais, especialmente em regiões onde o agro tem peso econômico e influência política.
Leia Mais
Nos bastidores, a leitura é de que Zema tenta consolidar um eixo de sustentação eleitoral fora do Sudeste, mirando um segmento com alta capacidade de mobilização. A aposta no Centro-Oeste não é casual: trata-se de um dos principais polos do agronegócio e de um eleitorado historicamente alinhado à direita.
Nesse cenário, Goiás ganha centralidade não apenas pelo perfil econômico, mas também pelo fator político. O estado era governado até 31 de março passado por Ronaldo Caiado, aliado no campo ideológico, e pré-candidato a presidente, em disputa por protagonismo junto ao eleitorado do interior e do agro.
A ofensiva ocorre após uma sequência de agendas fora de Minas. Em Ribeirão Preto |(SP), nos dias 24 e 25 de março, Zema participou de atividades do Partido Novo, de um encontro religioso, de agendas com apoiadores e do Agroday, evento voltado a produtores rurais e empresários do setor.
Entre os dias 6 e 10 de abril, o ex-governador percorreu o Sul do país. Em Santa Catarina, esteve em Chapecó, São Miguel do Oeste e Campos Novos. No Rio Grande do Sul, passou por Erechim, Passo Fundo, Caxias do Sul e Porto Alegre, com compromissos focados em lideranças políticas, empresariais e representantes do agronegócio.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
A agenda nacional deve ganhar um novo marco em 16 de abril, quando Zema lança, em São Paulo, seu programa de governo. A escolha do estado, maior colégio eleitoral do país, é tratada como etapa estratégica na tentativa de ampliar capilaridade e testar a viabilidade de um projeto presidencial.
