"O primeiro compromisso de Minas é com a liberdade". Foi com essa referência histórica que o pré-candidato ao governo de Minas, Gabriel Azevedo (MDB), abriu suas críticas à autorização para locação do Palácio da Liberdade para eventos privados, em entrevista ao Estado de Minas nesta quarta-feira (8/4).

Ao mencionar a frase de Tancredo Neves, dita do balcão do palácio em um contexto de defesa da democracia, Azevedo afirmou que o espaço carrega um peso histórico incompatível com o uso para festas. “A sacada de onde o Tancredo reafirmou o compromisso com a democracia não é lugar para a noiva tirar foto”, disse.

Na sequência, o candidato endureceu o tom ao associar a descaracterização do espaço à perda de referências históricas e fez críticas ao ex-governador Romeu Zema (Novo). “É por isso que a gente às vezes vê um governador dar uma entrevista sem saber se existiu a ditadura. É porque talvez ele não saiba para o que serve aquela sacada”, afirmou.

A fala ocorre após a Fundação Clóvis Salgado revogar a portaria que permitia a realização de eventos privados no palácio. A norma anterior autorizava desde casamentos até eventos corporativos, com valores que chegavam a R$ 60 mil.

Durante a entrevista, Azevedo criticou diretamente a proposta. “O Palácio da Liberdade não é uma casa de boneca. Não é um salão de aluguel, não é um espaço de festa”, afirmou.

Segundo ele, o local deve ser preservado como espaço institucional e simbólico do Estado. “Aquilo dali é para o governador de Minas Gerais receber autoridades, chefes de Estado. Não é um brinquedo”, completou.

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Gabriel Azevedo (MDB) é o convidado do EM Entrevista, conduzido pelas jornalistas Ana Mendonça e Silvia Pires, desta quarta-feira (8/4). A íntegra do podcast será publicada nesta quinta-feira (9/4), na edição impressa e também nas plataformas de áudio do Estado de Minas.

 
 
 
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