A Câmara Municipal de Uberlândia aprovou, nesta terça-feira (31/3), o reajuste dos salários dos servidores do Município. Os índices de 5,4% para os salários e 14,3% para o auxílio-alimentação, contudo, desagradaram à categoria que alega falta de diálogo. Houve protestos no Plenário da Câmara por conta do texto que incluía um reajuste para cargos políticos do Executivo.

Os projetos para os reajustes eram esperados ainda para as sessões ordinárias de março. Entretanto, o projeto só chegou no fim do mês, o que obrigou o Legislativo a fazer uma sessão extraordinária para que os vencimentos fossem reajustados ainda no primeiro trimestre.

Segundo o Executivo, os índices levaram em consideração o caixa do Município, a segurança de pagamento durante todo o ano de 2026 e também ganhos reais. Enquanto a inflação do período ficou em 3,3%, ou seja, 2,1 pontos percentuais abaixo do aumento proposto, de 5,4%.

"É uma questão de responsabilidade, para que a prefeitura consiga pagar os salários em dia", disse o líder do prefeito Paulo Sérgio na Câmara, vereador Sargento Ednaldo (PP).

Manifestação

A demora no envio do projeto de lei para que houvesse reajuste dos salários e também a falta de diálogo alegada pelo sindicato da categoria fez com que muitos servidores estivessem no Plenário nesta terça-feira.

Com cartazes e protestos vindos diretamente das galerias, os servidores queriam que o projeto levado à discussão nem fosse votado. A proposta era retirada desse texto e, depois, abertura de uma mesa de negociação para que os reajustes fossem maiores.

"A nossa perda salarial é acumulada há, pelo menos, 10 anos. A categoria deveria ter um aumento de 44% para a recomposição real", disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Uberlândia, Márcia Navikoff.

Uma emenda proposta pelo vereador Professor Ronaldo (PT), inclusive, daria um reajuste de 44% de maneira escalonada em 4 anos, sendo 14% ainda em 2026 e 30% nos próximos três anos, sendo 10% anualmente.

A emenda, contudo, foi considerada inconstitucional pela comissão de Legislação, Justiça e Redação e o parecer foi mantido em plenário.

Aumento para prefeito

O vereador Abatênio Marquez (PP) pediu destaque para um trecho do projeto de reajuste dos salários. O texto cotado dá 3,9% de reajuste para prefeito, vice-prefeito e secretários municipais. Ele queria que esse trecho fosse vetado pelos vereadores.

"Recentemente aprovamos o aumento salarial para prefeito e vice nesta mesma casa. Agora seria um momento deles não apelarem para esse expediente e colocar esse jabuti no projeto dos servidores", disse o vereador.

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Apesar do destaque em votação, os 3,9% foram mantidos e aprovados pela maioria dos parlamentares.

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