A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, oficializou, nessa sexta-feira (27/3), sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), em evento realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo. Durante o discurso, a ministra confirmou que pretende disputar uma vaga ao Senado por São Paulo e fez críticas diretas à gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Ao se colocar como pré-candidata, Tebet afirmou que sua eventual campanha será marcada por críticas ao atual governo paulista e classificou a gestão como “absolutamente ingrata”. Segundo ela, o equilíbrio fiscal do estado depende, em grande medida, do apoio da União.

“Meu nome está à disposição para ser candidata ao Senado por São Paulo pelo PSB, mas uma candidata que vem para falar a verdade, que vem para ter coragem, para dizer que São Paulo não está no rumo certo e que São Paulo, lamentavelmente, tem um governo absolutamente ingrato. Se hoje tem caixa no estado de São Paulo, se hoje consegue economizar quase R$ 1 bilhão por ano, é porque tem um presidente da República que não olha coloração partidária”, disse, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A ministra também destacou o papel do governo federal na viabilização de financiamentos internacionais para o estado e municípios paulistas. De acordo com ela, a União tem garantido operações que somam mais de US$ 4,5 bilhões, permitindo acesso a crédito externo com condições subsidiadas.

As declarações reforçam críticas feitas por Lula ao governador ao longo da semana. Durante evento em Araraquara, o presidente lamentou a ausência de Tarcísio em anúncio de investimento ferroviário no estado e destacou o volume de recursos federais destinados à iniciativa.

O ato de filiação reuniu lideranças do PSB e aliados do governo federal, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro Márcio França, além de Tabata Amaral e do presidente estadual da sigla, Caio França. O ex-ministro José Dirceu também participou da cerimônia.

Na mesma ocasião, Tebet rebateu críticas do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), classificando declarações recentes como “ofensa” e “absolutamente deselegantes”.

A mudança partidária marca a saída de Tebet do MDB após quase 30 anos de filiação. A ministra, que é natural de Mato Grosso do Sul, passa a construir sua candidatura ao Senado por São Paulo com o apoio do PSB e da base aliada do governo federal.

Durante o discurso, Tebet também abordou a participação feminina na política, destacando as dificuldades enfrentadas por mulheres em espaços de poder. “Nada é fácil para as mulheres que ousam sair dos seus lares, trabalhar fora, querer prestar serviço público, com ou sem mandato”, afirmou.

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A ministra ainda fez críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem voltou a chamar de “o pior presidente do Brasil”, e sinalizou apoio à manutenção da atual chapa presidencial em 2026, defendendo a permanência de Alckmin como vice.

 
 
 
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