França e Tebet protagonizam primeiro constrangimento na chapa de Haddad

O ministro tentará conversar com o presidente nesta semana, mas não quer pleitear a viceúnica vaga que ainda não está destinada a nenhum nome ou legenda. 

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Na reta final das definições sobre a chapa a ser encabeçada pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda) para concorrer ao governo de São Paulo, os ministros Marcio França (Empreendedorismo) e Simone Tebet (Planejamento) protagonizam o primeiro constrangimento na composição. Simone decidiu se filiar ao PSB, já com as garantias de que se candidatará em uma das vagas ao Senado. Essa garantia foi dada pela cúpula do PSB atendendo a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

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França, que já havia falado em se candidatar ao governo, cogitava ser candidato ao Senado. Mas com Tebet em seu partido, não há como ser o nome para a segunda vaga, que deve ficar com a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) que também se colocou a disposição para a atende ao pedido de Lula.

Agora, ao insistir em dar publicidade ao seu desejo de ser candidato à governador, França entra em um processo de “reação ao atropelo”, nas palavras de um membro da cúpula do PSB, insatisfeito com o rito adotado para as decisões. “Alguém conversou com ele antes de negociar com a Tebet? Ele deveria ter sido ouvido antes”, disse um membro do partido, em reservado, apontando que a negociação com Tebet passou ao largo dos desejos políticos de França. 

França tentará conversar com Lula nesta semana, mas não quer pleitear a vice na chapa de Haddad, única vaga que ainda não está destinada a nenhum nome ou legenda. 

Controle de Lula

A reação do ministro não é inédita na história da relação entre o PSB e o PT e reascendeu as críticas sobre o “domínio” que Lula exerce não só no PT, mas também sobre as legendas de esquerda que, a cada eleição, se associam ao PT prioritariamente no plano nacional.

Na eleição passada, o PSB chegou a ensaiar uma federação com o PT e outros partidos de esquerda, no entanto, setores do partidos mais antipetistas conseguiram frear a associação e se formou uma coligação, com o PSB abrigando o vice-presidente Geraldo Alckmin (SP), que deixou o PSDB para concorrer na chapa vencedora. Após meses de conversa, a federação foi formada por PT, PCdoB e PV.

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Agora, Alckmin, que foi um dos principais embaixadores da chegada de Simone ao partido enfrenta uma “saia justa interna” por ter ignorado os anseios de França. Alas do PSB chegam a argumentar que o partido não aceitará que França “fique ao relento”. “Há preocupação no partido em não deixá-lo mal. Ele é como um líder importante no estado e precisa ser prestigiado”, disse um interlocutor. 

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