O deputado federal mineiro e presidente do Republicanos no estado, Euclydes Pettersen, descrito como a “melhor pessoa paga na lista de propina”, teve o pedido de indiciamento incluído no relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que aponta que seu núcleo recebeu ao menos R$ 30 milhões em valores indevidos.

Segundo o documento, o parlamentar teria cometido crimes de organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato-desvio. O relatório foi lido nesta sexta-feira (27/3) no colegiado, mas ainda não foi votado pelos parlamentares do Congresso Nacional.

O texto indica que Euclydes era o líder de uma organização que utilizava empresas para o recebimento de propina. “É evidente o patrocínio estratégico e político do parlamentar em relação à organização criminosa (na Conafer), por meio de participação em eventos, destinação de emendas e declarações públicas”, diz trecho do relatório de Alfredo Gaspar.

“Nesse sentido, considerando que a PF e a decisão do STF evidenciam a utilização desses operadores financeiros para o possível recebimento de propina pelo deputado federal EUCLYDES PETTERSEN e considerando o contexto de recebimento dos mesmos operadores da organização criminosa instalada na CONAFER, esse núcleo recebeu ao menos R$ 30.117.593,84”, diz outro trecho do documento.

O relatório também pede o aprofundamento das investigações sobre empresas envolvidas e sobre o parlamentar. “É necessário, portanto, o aprofundamento das investigações por parte dos órgãos de controle e persecução penal, havendo evidências claras da atuação de operadores financeiros (CÍCERO MARCELINO, INGRID PIKINSKENI, SAMUEL CHRISÓSTOMO) da organização criminosa liderada por CARLOS LOPES, assim como de operadores atuantes no recebimento das vantagens indevidas, como as empresas, proprietários das lotéricas e ANDRÉ LUIZ e WALTON JUNIOR, ex-assessores parlamentares, em prol do deputado federal EUCLYDES PETTERSEN”, destaca.

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Dois ex-assessores do gabinete de Euclydes também tiveram pedido de indiciamento pelos mesmos crimes. Ambos deixaram o gabinete em 2023. 

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