Arroz com amêndoas, massa ao molho branco, peixe, camarão e filé ao molho de mostarda, vinho e uísque servidos com discrição e, ao final, uma banoffee. Foi nesse ambiente, sem excessos à mesa e com conversas medidas, que o jantar do PSB com o senador Rodrigo Pacheco ganhou um significado que foi muito além do cardápio.

Entre os presentes, a leitura foi direta: Pacheco deu sinais de que pode disputar o governo de Minas em 2026.

Segundo relatos de membros do PSB, o senador foi um dos mais aplaudidos da noite, especialmente ao ser lembrado como alguém que não se furtou a defender a democracia no Congresso em momentos críticos. Na própria fala, ele reforçou esse posicionamento, reconheceu que a postura pode ter gerado desgaste eleitoral, mas afirmou que não se arrepende e que faria tudo novamente.

O ponto que mais chamou atenção veio na sequência. Ao dizer que está “à disposição da democracia” neste ano, Pacheco foi interpretado por integrantes do PSB como alguém que começa a se colocar para o jogo. A avaliação interna é de que a frase, no contexto do encontro, funcionou como um recado político.

Outro sinal veio quando o senador classificou o convite do partido como o mais “sedutor” de sua trajetória. Para dirigentes, o gesto indica não apenas abertura, mas disposição real de avançar na conversa, ainda que a filiação não tenha sido formalizada.

A fala do vice-presidente Geraldo Alckmin também foi lida como alinhada a esse movimento. Ao indicar que seguirá no campo do presidente Lula independentemente do resultado eleitoral, ele reforçou, na visão de interlocutores, o espaço que pode ser ocupado por Pacheco dentro desse grupo.

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Apesar do tom publicamente ainda cauteloso, nos bastidores o diagnóstico é mais objetivo: o senador começou a sair da posição de observador e entrou na fase de construção. Para o PSB, o jantar serviu menos para convencer e mais para confirmar um movimento que, na avaliação interna, já está em curso.

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