Ana Mendonça
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O JANTAR

Pacheco não assina, mas chama convite do PSB de "sedutor"

Noite elevou o otimismo interno e reforçou a percepção de que a candidatura está em construção

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O senador Rodrigo Pacheco ainda não assinou ficha no PSB, mas já trata o convite para disputar o governo de Minas como “o mais sedutor” de sua trajetória política. A declaração, feita durante um jantar reservado com a cúpula do partido, elevou o otimismo interno e reforçou a percepção de que sua candidatura está em construção.

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O encontro, realizado em um condomínio em Brasília, descrito por alguns como intimista, reuniu nomes centrais da articulação nacional da sigla, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente do PSB, João Campos, além de parlamentares.

Foi o próprio João Campos quem, segundo relatos de bastidor, chegou a entregar a ficha de filiação ao senador durante o jantar. O gesto, simbólico e cuidadosamente encenado, tinha como objetivo selar ali mesmo a entrada de Pacheco no partido. A assinatura, porém, não ocorreu durante o jantar.

Ainda assim, o tom adotado pelo senador mudou o peso da conversa. Ao relembrar sua atuação em momentos críticos da democracia, foi aplaudido pelos presentes e afirmou que não se furtaria dessa defesa, em uma fala interpretada como indicativo de que não pretende se omitir diante da disputa em Minas.

A combinação entre a recusa formal em assinar e a disposição política demonstrada criou um cenário híbrido: Pacheco mantém a cautela institucional, mas passa a emitir sinais claros de avanço.

Publicamente, ele evita confirmar candidatura e segue com portas abertas para MDB e União Brasil. Nos bastidores, no entanto, a leitura já é mais direta. Interlocutores do PSB avaliam que, mesmo sem assinatura, o senador deu um passo além ao aceitar o gesto e classificar o convite como sedutor.

No pano de fundo, pesa também a necessidade de saída do PSD, partido que hoje tem como pré-candidato ao governo o atual chefe do Executivo mineiro, Mateus Simões.

O senador deve anunciar nova casa apenas no fim da janela partidária, no dia 4 de abril.

GOVERNADOR

Durante ato de filiação ao PL, o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli sinalizou que pode disputar o governo de Minas Gerais em 2026, apesar de afirmar que sua prioridade é uma vaga na Assembleia Legislativa. Ao mencionar a “ausência de boas opções” no campo da direita, deixou em aberto a possibilidade de rever os planos caso o partido precise de um nome competitivo. A filiação ocorreu em reunião com lideranças como Valdemar Costa Neto, Domingos Sávio e Junio Amaral, em meio às articulações da legenda para 2026.

TOUR PELAS LOJAS ZEMA

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), está fazendo um tour pelas Lojas Zema. A rede, que comercializa eletrodomésticos e móveis, tem unidades no interior de Minas Gerais e de São Paulo. Desde que deixou o cargo no Executivo, no último domingo (22), Zema tem focado em agendas ligadas ao setor agropecuário, além de conceder entrevistas e retomar o comando de suas empresas.

NOVA LIDERANÇA

Após a deputada estadual Lud Falcão (Podemos) deixar a vice-liderança de governo na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Carol Caram (Avante) assumiu o posto nesta quarta-feira (25); Lud havia anunciado a saída após acusar o governador Mateus Simões (PSD) de ameaçá-la em meio a um desentendimento envolvendo seu marido, o prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), e, à época, chegou a classificá-lo como “machista”, “agressivo” e “desequilibrado”, enquanto Simões reagiu em nota afirmando que a deputada agia com “ânsia por protagonismo” e instrumentalizava uma pauta sensível.

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NIKOLAS

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios derrubou a condenação do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) ao pagamento de R$ 200 mil por danos morais, entendendo que sua fala, em 2023, está protegida pela imunidade parlamentar. O caso envolve discurso no Câmara dos Deputados no Dia da Mulher, contestado por entidades, que ainda avaliam recorrer da decisão.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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