A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da 1ª Delegacia Especializada de Combate à Corrupção, deflagrou, nesta quinta-feira (19/3), uma operação relacionada a investigações sobre um suposto esquema de corrupção, associação criminosa e lavagem de capitais que estaria operando na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH).

A Polícia não informou se há vereadores investigados e nem os locais de busca e apreensão. Também não deu detalhes sobre o inquérito, que corre em sigilo.

Procurada, a CMBH  disse que não foi acionada e nem notificada a respeito dos fatos e que a busca e apreensão não ocorreu nas dependências do legislativo municipal. 

Conforme a Polícia, o esquema utilizava entidades sem fins lucrativos e empresas de fachada para desviar recursos públicos e ocultar ativos ilícitos. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos e recolhidos celulares e invólucros contendo pedras brutas e lapidadas que, de acordo com a Polícia,  parecem ser preciosas.

Os materiais apreendidos serão submetidos à perícia e à análise técnica, incluindo a extração de dados dos celulares apreendidos, já autorizada judicialmente, conforme informou a Polícia.

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A Civil investiga, desde o ano passado, a prática de rachadinha, em que parte do salário de assessores é desviada, e lavagem de dinheiro em um esquema que seria ligado ao ex-vereador de Belo Horizonte, Gilson Guimarães (PSB). A entidade, no entanto, não esclareceu se a operação de hoje é um desdobramento das apurações deflagradas em novembro de 2025. Á época, o ex-vereador, por meio de uma nota, negou as irregularidades.

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