BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, no Senado, aprovou, nesta quarta-feira (18/3), a quebra de sigilo bancário e fiscal do Arleen, um fundo de investimentos ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, que controlava o resort Tayayá, do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli

O Arleen pertence à teia usada pelo Banco Master em fraudes investigadas por autoridades. Uma empresa da família de Toffoli, a Maridt, vendeu parte de sua participação no Tayayá em 2021 ao fundo. A conexão entre o resort e a teia fraudulenta de fundos de Vorcaro por meio do Arleen foi revelada pela Folha de S. Paulo. 

Toffoli acabou confirmando que faz parte do quadro societário da Maridt. Durante quatro anos (entre 2021 e 2025), a empresa dos irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli dividiu o controle do Tayayá, no Paraná, com o Arleen. 

O Arleen entrou na sociedade em 2021, comprando cotas de empresas que pertenciam aos irmãos e a um primo de Toffoli. O Arleen é de propriedade de outro fundo, o Leal, que pertenceria a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. 

Em nota na época, Toffoli afirmou que nunca soube quem era o gestor do Arleen e que jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. 

Além da quebra do sigilo do Arleen, a CPI aprovou a convocação da empresária e influenciadora Martha Graeff, ex-noiva de Vorcaro, para prestar depoimento ao grupo. 

A aprovação atendeu a pedidos do senador Marcos do Val (Podemos-ES) e do relator da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE). 

Eles argumentaram que a presença de Martha seria importante devido ao teor de mensagens trocadas com o banqueiro apreendidas pela Polícia Federal, que citam, por exemplo, encontros com o ministro do STF Alexandre de Moraes. 

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Já a convocação do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, foi rejeitada pela comissão. O pedido havia sido apresentado pelo senador Humberto Costa (PT-PE).

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