O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) voltou a comentar publicamente a situação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena em regime fechado em Brasília. Em publicação nas redes sociais neste sábado (7/3), ele relatou como tem sido visitar o ex-mandatário na prisão e demonstrou indignação com a condenação.

No texto, Carlos descreve o impacto emocional das visitas ao pai no presídio e afirma que deixa o local abalado. “Saio da Papuda após visitar meu pai, soluçando e dormindo por causa dos remédios”, escreveu.

O vereador afirmou ainda que vê Bolsonaro em silêncio durante os encontros e questionou a legitimidade da prisão do ex-presidente. “Vejo o legítimo último presidente do Brasil, em silêncio, penso: que país é esse onde há mais de 130 milhões de motivos para outros estarem presos e quem está atrás das grades são justamente aqueles que não desviaram sequer um centavo dos cofres públicos?”, disse.

Bolsonaro está preso desde janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, localizado no complexo penitenciário da Papuda. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal que julgou a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

A sentença inclui seis crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência, grave ameaça contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Bolsonaro também perdeu os direitos políticos enquanto cumpre a pena e permanecerá inelegível por oito anos após o término da sentença.

“Penso que poderia trocar de lugar com meu pai e diversos outros pensamentos passam pela minha cabeça, numa tentativa de me fazer sentir um pouco melhor”, acrescentou o filho 02 de Bolsonaro em publicação nas redes sociais.

Prisão domiciliar negada

A publicação ocorre em meio às discussões sobre as condições de saúde de Jair Bolsonaro e aos pedidos da defesa para que o ex-presidente deixe o regime fechado. Na última quinta-feira (5/3), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou pedido de prisão domiciliar, apontando que o presídio tem estrutura suficiente para suprir as necessidades médicas do ex-presidente.

Os advogados argumentam que o ex-presidente enfrenta uma série de problemas de saúde decorrentes do atentado sofrido em 2018. Bolsonaro passou por diversos procedimentos médicos nos últimos anos, incluindo cirurgias para correção de hérnia inguinal e desobstrução intestinal.

Mais recentemente, ele teria sofrido uma crise de soluços e chegou a cair dentro da cela na Superintendência da Polícia Federal, segundo relatos de pessoas próximas.

Ao negar o pedido de prisão domiciliar, Moraes afirmou que a unidade prisional possui estrutura suficiente para atender às necessidades médicas do ex-presidente. Na decisão, o ministro citou que Bolsonaro recebeu 144 atendimentos médicos entre 15 de janeiro e 27 de fevereiro.

O ex-presidente também realizou 13 sessões de fisioterapia e participou de 33 atividades físicas no período, além de receber visitas frequentes de familiares, sem necessidade de autorização judicial.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Um laudo médico elaborado pela Polícia Federal apontou que, apesar de o quadro clínico ser considerado complexo, Bolsonaro apresenta boas condições neurológicas, melhora no padrão de sono e estado geral estável. Segundo a perícia, as condições de saúde do ex-presidente não exigem cuidados hospitalares permanentes.

compartilhe