Everton Ribeiro curte post com crítica a Nikolas
Meia já teve posicionamentos discretos, que são raridade no meio do futebol uma vez que os atletas costumam evitar o envolvimento com qualquer tema político
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O meio-campista Everton Ribeiro, ídolo do Cruzeiro e do Flamengo e hoje jogador do Bahia, curtiu um post da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) com críticas ao também deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Os parlamentares tiveram embate nas redes sociais sobre o projeto de lei que criminaliza a misoginia, aprovado por unanimidade no Senado Federal na terça-feira (24/3). Nikolas criticou a proposta em posts no Instagram e no X (antigo Twitter).
Tabata, então, reagiu, afirmando que o deputado mineiro estava contando uma "mentira descarada”: “Nikolas Ferreira mente para você. De novo. Ontem (terça-feira) o Senado aprovou por 67 votos contra zero um projeto de lei que inclui a misoginia dentre os crimes de preconceito. Zero votos contra, zero abstenções. O PL, partido dele, votou inteiro a favor.”
Everton Ribeiro
A publicação da paulista foi curtida por Everton Ribeiro, além de outros jogadores, como o lateral-direito Gilberto, do Bahia, e a atacante Cristiane, do Flamengo.
O meia já teve posicionamentos discretos, uma raridade no meio do futebol já que os atletas costumam evitar o envolvimento com qualquer tema político. Em meio à pandemia de Covid-19, publicou vídeo se vacinando contra o vírus. No post, Ribeiro incentivou os fãs a se imunizarem e elogiou o trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS).
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No Cruzeiro, Everton Ribeiro foi campeão do Campeonato Brasileiro em 2013 e 2014, anos em que foi eleito o Craque do Brasileirão. Os títulos e a identificação o levaram a se tornar ídolo do clube, do qual, inclusive, Nikolas é torcedor.
Vídeo de Tabata contra Nikolas
Nikolas havia dito que o projeto contra a misoginia é uma “aberração” e prometeu tentar barrá-lo de avançar no Congresso Nacional. Na resposta, Tabata rebateu diretamente o conteúdo do vídeo publicado pelo mineiro. “Esse projeto não existe à toa, mas, sim, porque a violência contra as mulheres no Brasil é uma emergência”, disse.
A deputada também negou que o texto criminalize opiniões ou interações cotidianas, como sugerido pelo colega. “O pior é que ele usa isso para convencer milhões de pessoas de que dar bom dia para uma mulher vai virar crime, que perguntar se alguém está nervosa vai dar cadeia. Sério mesmo? Isso é mentira. O projeto não pune piada, opinião ou discordância. Ele prevê punição para quem expressa ódio contra as mulheres, para quem incentiva a discriminação”, declarou.
Ainda segundo Tabata, as argumentações apresentadas por Nikolas não correspondem ao conteúdo aprovado no Senado. “Eu fiz questão de imprimir o projeto de lei. Basta dar um Google, tá fácil de ler. Ele pegou definições que não fazem parte, que não estão nesse projeto, circulando em grupos de WhatsApp e no Twitter, mas que simplesmente não existem no texto aprovado”, afirmou.
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Ao final, a deputada defendeu a tramitação da proposta na Câmara e criticou a postura do colega. “Eu vou defender esse projeto aqui na Câmara, porque mulher morta não deveria ser pauta de engajamento. As mulheres brasileiras merecem respeito e a gente vai fazer a nossa voz ser ouvida”, concluiu.