Eduardo Bolsonaro chama Alessandro Vieira de 'cínico e dissimulado'
Ex-deputado reage após senador anunciar número mínimo de assinaturas para instalar CPI da Toga/Master
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) criticou duramente o senador Alessandro Vieira (PSDB), nesta segunda-feira (9), chamando-o de “cínico e dissimulado” em publicação nas redes sociais. O ataque ocorreu após Vieira anunciar que conseguiu o número mínimo de assinaturas para pedir a instalação de uma CPI destinada a investigar supostas irregularidades envolvendo os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
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Na postagem, Eduardo Bolsonaro afirmou que, mesmo com o apoio do senador Flávio Bolsonaro à criação da comissão, isso não significa convergência política entre os parlamentares.
“Quem concorda contigo em uma pauta nem sempre converge na maioria das outras. Se você não tiver atenção e procurar saber mais sobre a vida de um político, você pode gerar expectativas que quando não atendidas te levam a ficar frustrado”, escreveu.
O deputado ainda fez um alerta direto sobre o senador. “Atenção com Alessandro Vieira, poucos são tão cínicos e dissimulados como ele”, afirmou.
CPI Toga/Master
Mais cedo, Alessandro Vieira informou que reuniu as 27 assinaturas necessárias para protocolar o pedido de criação de uma CPI no Senado com o objetivo de investigar supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Segundo o senador, o requerimento busca apurar eventuais responsabilidades e conexões envolvendo os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes no contexto das investigações. Vieira afirmou que ainda pretende ampliar o número de apoiadores antes de formalizar o pedido.
“Vamos realizar uma investigação absolutamente necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições”, declarou o parlamentar em publicação nas redes sociais.
Operação Compliance Zero
A movimentação no Senado ocorre poucos dias após a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Na última quarta-feira (4), o empresário Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, foram presos durante a operação.
Segundo a PF, a investigação apura crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos ligados à atuação de uma organização criminosa. As práticas atribuídas ao grupo teriam causado um rombo estimado em até R$ 47 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por ressarcir investidores e correntistas em caso de quebra de instituições financeiras.
Pressão no Congresso
O caso ganhou repercussão em diferentes frentes no Congresso. Na CPMI do INSS, parlamentares aguardam a possível participação de Vorcaro em depoimento nesta terça-feira (10), embora decisão do ministro André Mendonça tenha tornado a presença facultativa.
A investigação também é tema na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O presidente do colegiado, Renan Calheiros, informou que Vorcaro aceitou prestar esclarecimentos à comissão.
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Paralelamente, a CPI do Crime Organizado, da qual Alessandro Vieira é relator, analisa novos pedidos de quebra de sigilo e convocações de pessoas suspeitas de favorecer o banqueiro nas operações investigadas.