TCE-MG dá 72 horas para Ipsemg explicar suspensão de hospital credenciado
Decisão é do conselheiro Agostinho Patrus, relator da denúncia de precarização e falhas no atendimento aos beneficiários do instituto
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O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) determinou, nessa segunda-feira (2/3), que o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) apresente, em até 72 horas, explicações sobre a suspensão de contratos com o Hospital Mater Dei em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para atendimento aos beneficiários. O contrato estava em vigor desde 2022.
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A suspensão foi anunciada em comunicado interno pelo Ipsemg na semana passada e pegou de surpresa os beneficiários que, desde o ano passado, passaram a contribuir a mais depois que o governo Romeu Zema (Novo) elevou, por meio de um projeto de lei, o teto de contribuição para o instituto e estabeleceu novos descontos, alegando necessidade de recursos para melhorar o atendimento.
A decisão é do conselheiro Agostinho Patrus, relator da denúncia apresentada pelo Sindicato dos Servidores dos Institutos de Previdência do Estado (Sisipsemg), que aponta falhas no atendimento do Ipsemg, como dificuldades na marcação de consultas, déficit de servidores, falhas no fornecimento de medicamentos essenciais, além de outros problemas.
O presidente do Ipsemg, André Luiz Moreira dos Anjos, já havia sido intimado a se manifestar sobre o atendimento do Ipsemg. Após o anúncio de encerramento de contratos de atendimento, sob a justificativa de esgotamento do saldo contratual e impossibilidade legal de prorrogação, o TCE-MG pediu novas informações e estabeleceu o prazo de 72 horas.
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O Ipsemg foi procurado pela reportagem, mas ainda não se manifestou.