O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos), disse que não vai rever a votação que aprovou a quebra do sigilo bancário do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Segundo ele, o governo perdeu e deve reconhecer. "Perdeu, não tem jeito", afirmou.

Governistas acusaram o senador de ter ‘roubado’ na contagem de votos e pediram que o placar fosse revisto. A quebra do sigilo foi votada durante sessão desta quinta-feira (26/02) da CPMI, que terminou com gritarias e empurrões e acabou suspensa. O senador rebateu as acusações e disse que “não houve manobra” na votação da quebra dos sigilos do Lulinha. Segundo ele, havia 31 senadores presentes no plenário e apenas sete votaram contra os requerimentos para que o sigilo de Lulinha fosse quebrado. A oposição alega que foram 15 contrários.

"Para que a pauta fosse derrubada em bloco, era necessário que o governo apresentasse a maioria dos votos, ou 15 parlamentares presentes de acordo com o painel de 31. Eu contei duas vezes, sete votos contrários. Portanto, a pauta de hoje está aprovada na integralidade", afirma.

O filho do presidente não foi alvo de nenhuma fase da operação Sem Desconto, que investiga as fraudes no INSS, mas teve seu nome citado por uma testemunha que, afirma, que ele teria relações com o "careca do INSS", apelido de Antônio Carlos Camilo Antunes, lobista e empresário apontado pela Polícia Federal (PF) como peça central do esquema de fraudes que desviou recursos dos aposentados do INSS.

Questionado se algum parlamentar se feriu durante a confusão, ele disse que não. "Toda essa essa movimentação de contrariedade, isso aí, infelizmente, ninguém saiu machucado, a oposição tem o direito de se manifestar , o governo também", afirmou. Segundo ele, "quem ganhou foi o povo". "Porque a pauta de hoje é uma das pautas principais dessa CPMI. São todos os grandes envolvidos em nomes que têm contas a prestar a CPMI. E hoje nós conseguimos aprovar que a investigação avance. É uma vitória dos aposentados, dos pensionistas", afirmou.

Além do filho do presidente, também foram quebrados os sigilos de diversas pessoas investigadas por suspeita de envolvimento em desvios de benefícios pagos a aposentados e pensionistas.

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A defesa de Lulinha protocolou, ontem, um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso aos autos do inquérito que apura irregularidades em descontos do INSS.

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