O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que pretende acionar a Justiça contra o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado neste domingo (15), na Marquês de Sapucaí, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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A declaração foi feita na madrugada desta segunda-feira (16), por meio das redes sociais. Segundo o governador, uma ala da escola teria ridicularizado evangélicos durante a apresentação, o que, para ele, configura desrespeito e crime de preconceito religioso.
No vídeo publicado, Zema criticou a representação dos fiéis e afirmou: “O Brasil tem milhões de evangélicos, pessoas que trabalham, criam seus filhos, pagam seus impostos. Agora, colocar essas pessoas dentro de uma lata, como se fosse caricatura, isso é desrespeito”.
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Ele continuou: “Divergências políticas são legítimas. Agora, religião não pode ser ridicularizada. O que vimos foi constrangedor e inacreditável”.
O governador também declarou que tomará medidas judiciais: “Eu vou levar esse crime para a Justiça”.
A fala se refere à ala chamada “conservadores em conserva”, cujas fantasias traziam uma lata com o desenho de uma família. A escola apresentou quatro personagens associados ao neoconservadorismo: o agronegócio, uma mulher de classe alta, defensores da ditadura militar e evangélicos.
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A Acadêmicos de Niterói estreou no Grupo Especial do Carnaval do Rio com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, dedicado ao presidente. Antes do desfile, o enredo já havia sido alvo de críticas da oposição e de ações judiciais, que foram rejeitadas pela Justiça e pelo Tribunal Superior Eleitoral.
