EM ENTREVISTA

Crise no PL, Nikolas, Simões e Caporezzo: a avaliação de Domingos Sávio

Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, presidente do PL reconheceu divergências internas, mas descartou ruptura

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O presidente do PL em Minas Gerais, deputado federal Domingos Sávio, negou que haja crise instalada no partido e atribuiu os ruídos recentes à dinâmica das redes sociais. Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, ele reconheceu divergências internas, mas descartou ruptura entre aliados do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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“Existem divergências pontuais na forma de se manifestar, mas eu tenho procurado ser moderador, bombeiro”, afirmou. Para ele, o foco deve permanecer no embate externo. “Nossos adversários são a esquerda e o PT. Se começarmos a nos digladiar internamente, só temos a perder”.

A declaração ocorre em meio ao racha público envolvendo o apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Michelle Bolsonaro e Nikolas defendiam o nome de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e não se engajaram na campanha de Flávio, o que provocou críticas de Eduardo Bolsonaro. Ele disse que ambos estariam com “amnésia” e “jogando o mesmo jogo”. No mesmo dia, Nikolas respondeu que discordava da afirmação e que a declaração “diz mais sobre ele do que sobre mim”.

Questionado sobre a crise, Domingos Sávio defendeu cautela. “Às vezes, algo sai num WhatsApp, viraliza, cresce além do que realmente é. É preciso prudência. Quanto mais visibilidade alguém tem, mais cuidado precisa ter com as palavras”. Segundo ele, há esforço para conter conflitos. “Eu vejo esforço do Flávio Bolsonaro para não alimentar conflitos. E isso é importante”.

Sobre o protagonismo de Nikolas, rejeitou a leitura de desequilíbrio interno ao ser questionado se o deputado pode ter virado “maior que o partido”. “Não se deve fazer esse tipo de análise. O Nikolas é um grande talento. Mas o presidente Bolsonaro é inigualável”.

Para o dirigente, Flávio reúne condições para liderar o projeto, mesmo com dificuldades de transferir a popularidade do pai. “O Flávio Bolsonaro é experiente, tem trajetória limpa, foi perseguido politicamente, teve sua vida investigada e não se comprovou ilícito. Ele traz os valores do pai, mas com a moderação necessária para este momento”. E concluiu: “talvez essa seja a oportunidade de virar a página de um Brasil tão radicalizado”.

Senado

Pré-candidato ao Senado, Domingos Sávio afirmou que a definição da chapa depende primeiro da construção do projeto majoritário em Minas e da estratégia nacional do partido. Segundo ele, a candidatura “não pode ser um projeto pessoal” e precisa estar alinhada ao objetivo de “retirar a esquerda do comando do país e eleger Flávio Bolsonaro nosso presidente”. E reforçou: “Portanto, tudo isso me motiva muito a ir para essa disputa, mas nós temos que respeitar a democracia interna”.

Bolsonaro

O deputado disse ainda que conversou com Jair Bolsonaro e recebeu incentivo. Após visitá-lo em prisão domiciliar, ouviu que teria apoio, mas que era preciso aguardar. Ao defender sua ida ao Senado, criticou o STF.

“Porque essa democracia que o Alexandre de Moraes prega, de forma a perseguir adversários, com esse inquérito do fim do mundo que tem seis anos e que ele usa o tempo todo para perseguir quem discorda dele, e agora usa para se proteger”. E concluiu: “E eu não vou aceitar isso. Por isso eu acredito que chegou o momento de a gente estar no Senado”.

Caporezzo e Biondini

Ao comentar a pré-candidatura do deputado estadual Cristiano Caporezzo e do deputado federal Eros Biondini ao Senado, Domingos Sávio afirmou que a movimentação é “legítima”. Porém, o presidente do PL defendeu cautela. “Eu acho prudente a gente ter agora um pouco de paciência”, e reforçou: “Uma candidatura ao Senado tem que estar servindo a um projeto de nação”. Para ele, o ideal é que o partido unifique a estratégia. 

Relação com Nikolas

Questionado se o protagonismo de Nikolas Ferreira nas decisões eleitorais o incomoda como presidente estadual do PL, Domingos Sávio negou qualquer desconforto. “Não, não me incomoda. Pelo contrário, eu acho que é legítimo”.

Segundo ele, há diálogo constante entre ambos e acrescentou que as definições serão construídas em conjunto. “Eu não tenho dúvida de que aquilo que ele recebeu de delegação do presidente Bolsonaro ele vai conduzir dialogando conosco, dialogando com Flávio Bolsonaro, para que a gente encontre a melhor alternativa para o país”.

Simões e Zema

Ao ser questionado se um eventual apoio ao vice-governador Mateus Simões (PSD) dependeria de uma desistência de Romeu Zema (Novo) da Presidência, Domingos Sávio afirmou que a decisão cabe exclusivamente ao governador e evitou qualquer tipo de pressão. Segundo ele, a construção de alianças em Minas está vinculada ao cenário nacional.

 “A aliança do governo de Minas passa também pelo cenário nacional. E não seria ético eu dizer aqui que o Zema tem que deixar de ser candidato à Presidência. Isso é uma decisão estritamente dele”. O dirigente ponderou, no entanto, que uma eventual desistência poderia facilitar o entendimento. “Caso ele entenda que possa fazer esse gesto, simplifica muito a construção de uma aliança. É impossível sem esse gesto? Não chega a ser impossível”.

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Sobre a aproximação entre Nikolas Ferreira e Mateus Simões, Sávio afirmou que o diálogo entre os dois não define, por si só, uma aliança eleitoral em Minas. Ainda assim, deixou clara sua preferência quanto ao palanque no estado. “Eu gostaria de uma campanha aqui com um candidato a governador trabalhando intensamente para a eleição do presidente Flávio Bolsonaro já no primeiro turno”.

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