CASO MASTER

Nikolas quer impeachment de Toffoli: "Acorda, Senado!"

Parlamentar diz que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não "está vendo os escândalos do Master" e pressionou pelo impeachment de Dias Toffoli

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pressiona o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pelo impeachment do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado é alvo de um pedido da Polícia Federal (PF) pela suspeição na relatoria do caso do Banco Master depois que foram encontradas mensagens no telefone celular de Daniel Vorcaro, dono do banco, que mencionam o ministro.

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Em redes sociais, Nikolas afirmou que é “Inacreditável como todo mundo está vendo os escândalos do Master, menos o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Já passou da hora de abrir o impeachment do Toffoli. Acorda, Senado!”.

Em outra postagem, o parlamentar disse: “Se existisse República, ela estaria ruindo”.

A atuação de Toffoli na relatoria tem sido alvo de críticas e questionamentos entre os Poderes. Isso porque é apontada uma ligação da família do ministro e dele próprio com o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, além de uma sequência de recuos em decisões e acusações de interferência na autonomia da Polícia Federal na investigação.

 

O magistrado admitiu ser sócio da Maridt, empresa familiar gerida por seus parentes que vendeu uma participação do resort Tayayá, no interior do Paraná, para um fundo do cunhado do banqueiro. Por meio de nota, Toffoli afirmou que declarou à Receita Federal os valores recebidos na negociação e afirmou que "nunca recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel".

O documento de pedido de afastamento de Toffoli tem o conteúdo sob sigilo e foi entregue pelo próprio diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Os diálogos reforçam as suspeitas de uma possível relação próxima entre Vorcaro e Toffoli, em meio à apuração que envolve o Master.

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A denúncia foi definida como “Toffolão” pelo senador Alessandro Vieira (MDB), que disse que a CPI do Crime Organizado irá votar sobre a convocação de envolvidos no caso Master e quebra de sigilo telefônico do ministro. A votação está prevista para a semana depois do Carnaval. Para ele, é “escândalo tão grande que não dá para esconder nas artimanhas do sistema”. 

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