Carlos pede prisão domiciliar para Bolsonaro: "Medida humanitária"
Filho do ex-presidente afirmou que transferência do pai da prisão "trata-se de uma medida humanitária"
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve apresentar à Justiça, nesta terça-feira (10/2), um novo pedido para que sua prisão seja convertida em domiciliar. A informação foi revelada nesta manhã pelo filho 02, Carlos Bolsonaro (PL-SC), numa rede social. Segundo Carlos, a transferência do pai para cumprir a pena em casa “trata-se de uma medida humanitária”.
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“A defesa do meu pai apresenta hoje pedido reiterando a concessão de prisão domiciliar. Tanto o laudo da Polícia Federal quanto o laudo do médico assistente são categóricos ao apontar quase dez comorbidades relevantes e os elevados riscos de morte a que está submetido o presidente Jair Bolsonaro. Trata-se de uma medida humanitária, necessária e juridicamente amparada”, publicou Carlos.
O ex-presidente cumpre pena desde o último dia 15 na Papudinha, nome como é popularmente conhecido o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. O ex-mandatário foi condenado a 27 anos e três meses de prisão sob acusação de ter liderado uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado no país.
Inicialmente, Bolsonaro cumpriu pena em regime domiciliar, mas, em novembro, foi conduzido para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, após ter danificado a tornozeleira eletrônica que era obrigado a utilizar como medida cautelar.
Na época, a defesa argumentou que Bolsonaro carecia de maior atenção médica devido a seu estado de saúde e solicitou a transferência para a prisão domiciliar. Contudo, um laudo da Polícia Federal recomendou que o ex-presidente fosse encaminhado para a Papudinha, onde poderia cumprir a detenção em ambiente menos restritivo, com acompanhamento médico permanente e assistência disponível 24 horas por dia.
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Mesmo com a mudança, a saúde dele tem piorado com vômitos e crise de soluços acentuada, diz a defesa. Na semana passada, advogados do ex-presidente pressionaram junto ao Superior Tribunal Federal (STF) para que a PF seja intimada a apresentar "com a máxima urgência" o laudo da perícia realizada em 20 de janeiro - o que ainda não foi divulgado publicamente.