SETE ANOS APÓS ROMPIMENTO

Zema diz que tragédia de Brumadinho foi principal marco do governo dele

Declaração foi dada em evento de prestação de contas do Acordo Judicial de Reparação de Brumadinho, nesta quarta-feira (4/2), na Cidade Administrativa

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“Daqui 20 anos, se alguém lembrar desse governo, aquilo que mais marcou, sem dúvida, foi o crime, a tragédia de Brumadinho”, afirmou o governador Romeu Zema (Novo) em evento de prestação de contas do Acordo Judicial de Reparação de Brumadinho, realizado nesta quarta-feira (4/2), na Cidade Administrativa. O rompimento da barragem da mineradora Vale S.A. ocorreu em 25 de janeiro de 2019, primeiro mês do primeiro mandato de Zema.

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O chefe do Executivo estadual declarou que a tragédia de Brumadinho, que provocou a morte de 272 pessoas, é o que vai diferenciar o governo dele dos demais. No entanto, o governador afirmou que a forma como o Estado lidou com a tragédia também foi diferenciada. “Conseguimos mostrar que é possível. Nada trará as vítimas de volta. Nada amenizará a dor tão grande que vocês sentem, mas, pelo menos, nós estamos deixando um estado melhor para aqueles que sobreviveram”, declarou.

O governador fez referência aos investimentos realizados com a verba do acordo de reparação, cujo balanço foi apresentado nesta quarta, quando a assinatura do termo completa cinco anos. No evento, o Executivo estadual informou que, até o momento, mais de R$ 20 bilhões dos R$ 37,6 bilhões previstos foram investidos.

Os valores têm sido direcionados para áreas diversas, como saúde, infraestrutura e mobilidade, por todo o estado. De acordo com o governo de Minas, 309 iniciativas estão em execução. Entre elas estão a criação do Rodoanel, a melhoria e expansão do Metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e obras nos hospitais regionais de Teófilo Otoni, Divinópolis, Conselheiro Lafaiete e Sete Lagoas.

“Temos feito todo esforço para que essa tragédia, esse crime, tenha sido o último. Todas as medidas foram tomadas, e tenho repetido que quero ter sido o último governador a ter enfrentado esse tipo de tragédia”, afirmou o governador Zema. O acordo prevê reparação ambiental, compensação socioeconômica, transferência de renda e projetos comunitários na região atingida e em Minas Gerais, com prazo de execução de dez anos.

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Além de representantes do governo e órgãos como Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e Defensoria Pública estadual, familiares das vítimas do rompimento da barragem estavam presentes no evento. “Antes dos números é preciso falar das vidas (…) a reparação não é um favor, é consequência direta de uma injustiça, ela existe porque pessoas morreram e milhares continuam vivendo às margens desse desastre”, afirmou Nayara Porto, presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão-Brumadinho (Avabrum).

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