DE VOLTA À PBH

Base governista define prioridades da Câmara com retorno de Álvaro Damião

A estratégia é concentrar esforços em projetos considerados estruturantes. Prefeito retorna ao posto nesta segunda-feira (2/2)

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Com o retorno do prefeito Álvaro Damião (União Brasil) ao comando da Prefeitura de Belo Horizonte após um mês de férias, a base governista na Câmara Municipal já delineou as principais pautas que devem marcar o início dos trabalhos legislativos em 2026. Durante o período de afastamento do prefeito, o Executivo foi conduzido interinamente pelo presidente da Câmara, Juliano Lopes (Podemos), responsável por manter o andamento administrativo e a articulação institucional com o Legislativo.

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As prioridades foram apresentadas ao Estado de Minas pelo vereador Bruno Miranda (PDT), líder da base do governo na Câmara. Segundo ele, a estratégia é concentrar esforços em projetos considerados estruturantes, com impacto direto na sustentabilidade urbana, na requalificação do hipercentro, na política de saúde mental e na reorganização administrativa da Prefeitura.

A principal pauta da base neste início de ano é a autorização legislativa para a contratação de um financiamento estimado em R$ 500 milhões, voltado a projetos de sustentabilidade. “A gente vai priorizar a questão do financiamento para aqueles projetos na área da sustentabilidade, um montante de cerca de 500 milhões”, afirmou Bruno Miranda.

 

Vereador Bruno Miranda (PDT), líder da base
Vereador Bruno Miranda (PDT), líder da base CMBH/REPRODUÇÃO

O projeto autoriza o Executivo a contratar operação de crédito, possivelmente junto a organismos internacionais ou instituições financeiras multilaterais, para custear ações ambientais e urbanas. Entre os eixos previstos estão investimentos em infraestrutura verde, adaptação às mudanças climáticas, recuperação ambiental, mobilidade sustentável e qualificação de espaços públicos. A base governista avalia que o financiamento é essencial para viabilizar projetos de médio e longo prazo sem comprometer o orçamento corrente do município.

Outra pauta central é a chamada Operação Urbana do Hipercentro, considerada uma das apostas da gestão para revitalizar a região central da capital. O projeto prevê um conjunto de medidas urbanísticas e legais para incentivar a ocupação de imóveis ociosos, estimular moradia no centro, permitir novos usos para prédios antigos e atrair investimentos privados, com contrapartidas urbanas.

Antes da votação, no entanto, o governo e a Câmara decidiram abrir espaço para debate público. Está prevista uma audiência pública no dia 9, com participação da sociedade civil, movimentos urbanos, comerciantes e moradores da região central. “Nós vamos fazer inclusive uma audiência pública no dia 9 para ouvir a sociedade civil, as comunidades, para depois votar a operação urbana”, explicou o vereador.

Segundo Bruno Miranda, houve acordo entre os líderes para que a votação da operação urbana fique para março, justamente para garantir maior maturação do debate e reduzir resistências políticas e sociais em torno do tema, que historicamente gera controvérsias envolvendo especulação imobiliária, uso do solo e impacto social.

Na área administrativa, a base também pretende avançar com a chamada mini-reforma administrativa enviada pelo Executivo ao final do ano passado. O projeto propõe ajustes na estrutura interna da Prefeitura, com reorganização de secretarias, cargos e atribuições. A proposta não chegou a ser votada em 2025 e segue em tramitação nas comissões permanentes da Câmara.“Essa reforma ainda está nas comissões, não concluiu a tramitação. Precisa passar por todas elas para a gente conseguir pautar”, disse Bruno.

Segundo interlocutores da base, a reforma é tratada com cautela por envolver mudanças na máquina pública e possíveis impactos sobre servidores, o que exige negociação política mais cuidadosa dentro do Legislativo.

Outra pauta que deve avançar ainda neste mês é um projeto que altera a destinação de uma área vinculada a parque municipal para viabilizar a construção de um CERSAM, equipamento da rede pública de saúde voltado ao atendimento em saúde mental. A proposta enfrenta debate entre vereadores e setores da sociedade por envolver área ambiental, mas o governo argumenta que a instalação do equipamento é estratégica para ampliar a rede de atenção psicossocial na capital, especialmente diante da crescente demanda por serviços de saúde mental.

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De acordo com Bruno Miranda, o calendário das votações foi definido de forma escalonada. A expectativa da base é votar o projeto de financiamento ainda neste mês, avançar com o projeto do CERSAM e concluir a tramitação da mini-reforma administrativa, enquanto a Operação Urbana do Hipercentro fica para março, após a audiência pública. “O empréstimo a gente tenta votar agora. A operação urbana ficou acordada para depois da audiência pública. E a reforma administrativa depende da tramitação nas comissões”, resumiu.

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